quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Aos filhos desviados

O que seria dele sem o amor de Jesus?


A paz do Senhor,

Quero chamar sua atenção para algo que deveria ser feito, com urgência, em todas as Igrejas Evangélicas do Brasil. Não se trata de por tranca em porta arrombada, mas sim porque a oportunidade é agora.

Já organizamos alguns cultos do tipo "Filho Pródigo" e neles sempre fomos bem sucedidos. Cremos que, não precisamos ensinar o "abc" desses cultos que normalmente deve envolver todas famílas da Igreja.

Hoje, há milhares de filhos de famílias cristãs que ficam em casa, para não dizer na rua, enquanto os pais estão na Igreja. Outros filhos vão, mas o coração deles já está no mundo. O lamentável caso acontecido no final da segunda semana de fevereiro/07 passada, é o pior retrato possível desta situação. Eram 21:00h, os pais estavam no Culto, enquanto os filhos estavam na rua, assaltando, acelerando em alta velocidade, arrastando e matando uma criança de seis anos de idade.

Tenho um pedido especial para você. Poderia comunicar ao pastor da sua Igreja ou a quem ele indicar, que se descubra quantos e quais são os jovens e adolescentes que não estão mais vindo na Igreja entre as famílias da sua congregação? Uma vez conhecida esta informação, cuidar para que esta gente saiba que a Igreja os ama e está preocupada com a ausência deles.

Ao Ler a reportagem abaixo, você vai sentir o mesmo que eu. Será que estes adolescentes sabem que a Igreja os ama? E sua Igreja tem demonstrado este amor para eles?


A reportagem

"A mãe de dois dos cinco presos acusados pela morte do garoto João Hélio Fernandes Vieites, Carlos Eduardo Toledo de Lima, 23, e um adolescente de 16 anos, afirmou que este lhe contou que assumiu o crime a pedido do irmão mais velho, já que, por ser menor de 18 anos, ficaria preso apenas "uns dois meses".


O adolescente estudou até a sexta série e Carlos Eduardo, até a quinta. Segundo a polícia, o jovem assumiu o crime, mas depois voltou atrás.

"Preferia estar no lugar dessa mãe e ter meus filhos mortos e enterrados [a vê-los presos acusados de crime tão bárbaro]", disse a evangélica e técnica de enfermagem de 43 anos, que prefere ser identificada apenas como Maria.

"Não criei monstros, sempre os criei dentro da igreja", disse. Ela tem outros três filhos, dois meninos (12 e 17) e uma menina (14). Moram numa casa no morro São José da Pedra.


Na sala, além de vários adesivos com inscrições como "Deus é fiel", há fotos dos cinco filhos e dezenas de medalhas do marido, que é maratonista e também evangélico, Nilson Nonato da Silva, 43. Nilson é padrasto de Carlos Eduardo e pai do jovem de 16 anos.

Ela trabalha num hospital na zona sul e pediu para não ter o nome revelado para não sofrer retaliações. Afirmou que está sofrendo muito, chorou em diversos momentos da entrevista e contou que, de sexta-feira até ontem de manhã, emendou plantões extras para não ter que voltar para casa. Na hora do crime, ela e o marido estavam em um culto evangélico, na Gávea (zona sul).

"Toda hora que eu fecho os olhos, vejo aquele carro arrastando aquela criança. Estou pedindo a Deus que me dê forças para ficar em pé", disse.

Apesar de o adolescente andar em "más companhias", é Carlos Eduardo quem tem histórico de problemas, conta a mãe. Fugiu de casa pela primeira vez aos dez anos e "virou menino de rua" até os 18, quando foi preso por roubar um celular. Dormia mais na rua do que em casa. "A gente buscava, trazia para casa e ele fugia de novo."

Foi Nilson quem levou Carlos Eduardo à delegacia, no último domingo. Carlos Eduardo diz que é inocente, mas é apontado pela polícia como o chefe do bando. "Para mim, foi como levá-lo a um matadouro", preocupa-se o padrasto que o criou desde os seis anos.

"Não temos certeza, não estamos aqui defendendo nenhum deles, mas queremos saber qual está falando a verdade. Acho que o Carlos Eduardo é mais capaz [de cometer esse crime]. É experiente, já ficou preso, sabe o que está atrás daquelas grades, da violência que há lá dentro. O mais novo não sabe o que iria sofrer ali dentro", diz a mãe.

A mãe não acredita que a redução da maioridade penal resolva o problema. "Se a Justiça fosse consertar meu filho, acho que ele podia ficar muitos anos preso. Mas ele é inexperiente. Quanto mais tempo ele passar lá, mais vai aprender coisas ruins. Eu sei porque foi assim com o Eduardo quando ficou preso quando era menor. Saiu pior do que entrou", disse.


Fonte: Folha de Sao Paulo - Rio

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