terça-feira, 30 de novembro de 2010

População Goiana - Censo 2010



Divulgado nesta segunda-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Censo 2010 indicou uma população goiana de mais de 6 milhões de pessoas, somando-se um crescimento de 20% em relação ao último levantamento, realizado no ano 2000. O crescimento populacional em Goiás também ficou acima da média nacional, calculado em 12,33%. Hoje a população brasileira é composta por 190.732.694 pessoas. Goiás manteve-se em 12° no ranking dos Estados mais populosos.
O resultado mostra também em Goiás uma supremacia da população feminina. São 2.981.542 homens e 3.022.503 mulheres, uma diferença de 40.961 habitantes. Goiânia apresentou crescimento de sua população similar à média do Estado, 19,11% - foi de 1.093.007 habitantes em 2000 para 1.301.892. O número de mulheres também é superior na Capital - são 681.076, enquanto homens somam 620.816 homens: uma superioridade feminina em 60.260 habitantes. O número de moradores por domicílio apresentou queda, registrando uma média de 3,07 pessoas em cada casa visitada pelos recenseadores do IBGE. Veja cobertura completa no POPULAR desta terça-feira (30).
 
Joaquim Neto


Polícia do Rio encontra túnel supostamente usado em fuga de traficantes no Alemão

Policiais civis encontraram no início da tarde desta terça-feira um túnel que teria sido usado na fuga de traficantes no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio.

De acordo com a Polícia Civil, um túnel da rede pluvial com 400 metros de comprimentos tinha abertura no final da rua Joaquim de Queiroz e saída para a rua Arapá. Moradores informaram a polícia que traficantes teriam usado o local para escapar durante o cerco realizado pelas forças de segurança.

Os policiais continuam no local em busca de armas e drogas deixadas pelos criminosos.

Os principais chefes do tráfico no Complexo do Alemão e na Vila Cruzeiro continuam foragidos após as operações de retomada das comunidades pela polícia.

Luciano Martiniano da Silva, o Pezão, que chefiava o Comando Vermelho no Complexo do Alemão, e Fabiano Atanázio da Silva, o FB, comandante do tráfico na Vila Cruzeiro, têm paradeiro desconhecido.

Também está foragido o chefe do Comando Vermelho fora da cadeia, Alexander Mendes da Silva, o Polegar, que, segundo informações da inteligência policial, estava no Alemão.

O Bope investiga denúncias de que bandidos teriam fugido do complexo por meio de galerias de esgoto.

O comandante do Bope, tenente-coronel Paulo Henrique de Moraes, disse que moradores relataram que criminosos obrigaram funcionários das obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) a fazer dutos largos para eles fugirem.

As obras no complexo foram iniciadas em março de 2008 e incluem, além da construção de conjuntos habitacionais, a recuperação de ruas e instalação de redes de saneamento e iluminação pública, além de equipamentos sociais.

O Alemão foi ocupado domingo (28), com o apoio das Forças Armadas, praticamente sem resistência dos traficantes. Na quinta-feira, policiais já tinham entrado na Vila Cruzeiro, favela vizinha ao complexo. As ocupações ocorreram após uma série de atentados ocorridos na cidade, que resultaram em mais de cem veículos queimados.

Para as autoridades, os ataques criminosos foram uma retaliação dos traficantes contra a instalação das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) nos morros e favelas.

Desde o início das ações violentas, cerca de 50 pessoas morreram durante as operações policiais. Mais de 30 toneladas de drogas foram apreendidas.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

A ocupação militar do Morro Alemão sob um olhar cristão


SP-18 novembro 2010
Hoje, no New York Times
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João Cruzué

A imprensa do mundo inteiro está repercutindo a operação de guerra lançada para re-estabelecer o poder do Estado em favelas da cidade do Rio de Janeiro. Esta foto não é da Guerra do Iraque nem de combates no Afeganistão, mas no Complexo do Alemão. As imagens do começo, meio e fim desta operação podem produzir um filme inteiro - sem necessidade de edição. Nome: Tropa de Elite 3. Quero refletir um pouco sobre o assunto, pois a ausência do Estado tem sido geral, não apenas no Rio de Janeiro, senão no Brasil todo.

Recentemente o PNUD - Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento publicou no site em inglês ranking 2010 do IDH - Índice de Desenvolvimento Humano onde o "Brazil" aparece em 73º lugar [1]. Para um país que hoje é a oitava potência econômica mundial, estes números são um fiasco. O Brasil segue a reboque de Barbados(42) Chile(45), Argentina(46), Uruguai(52), Panamá(54), México(56) e até de Trinidad e Tobago(59). O que tem a ver estas estatísticas com o Morro do Alemão? Você vai ver já.

IDH2010


O Brasil é a maior "vaca" leiteira do mundo, alguém já disse isso. Em lugar de leite, remunera com os juros mais gordos os especuladores internacionais. Fico muito irritado com os economistas brasileiros de meia tigela, que adoram dar entrevistas para palpitarem a mesmice de sempre "Olha, eu estimo que o Copom vá aumentar a taxa Selic em 0,5 ponto percentual; 0,75, 1,00 ponto percentual. "É preciso desacelerar a economia..." Correto. Muito bem, mas esta é a conversa mole de sempre. Não têm massa cinzenta para fazer outra coisa. E o superávit primário? é a garantia de pagamento desses juros. Primeiro vem a parte dos especuladores, dos agiotas, dos banqueiros, o que sobrar vai para o resto (Educação, Saúde, Investimentos em transportes públicos, em banda larga de internet, em gasolina mais barata...). Com isso, os recursos minguados que sobram da agiotagem não chegam desde o século XIX aos morros e favelas cariocas.

Não preciso ir ao Rio de Janeiro para me certificar da ausência do Estado entre os mais carentes. Tanto lá, como nas favelas da Zona Sul de São Paulo a presença esporádica do Estado aparece assim: 1) Bombeiros - para jogar água nos barracos depois do incêndio;
2) Tropa de choque - para baixar a borracha nos frequentadores de bailes funks no meio da rua; 3) Políticos - antes das eleições para repetir velhas promessas;
4) Um hospital de atendimento de urgências e emergências, onde quem entra em estado grave não sai mais , ou melhor, sai no rabecão.

Há 30 anos o Estado brasileiro está em grande débito com os moradores de favelas de suas Metrópoles. Foram três décadas perdidas com inflação alta e falta de emprego. Um dos piores momentos, foram os anos de 1991-1994. Primeiro quem investia na Indústria vendia tudo para aplicar no Opem Market ou no Overnight. Depois da "tarrafada" do Collor as empresas nacionais quebraram e o emprego desapareceu de vez. Voltou nos últimos oito anos, graças a Deus por causa da demanda chinesa. É uma vergonha dizer isto: Temos muito petróleo, não temos? Mas ainda compramos barris de óleo leve para refinar aqui. Somos os maiores exportadores de minéiro de ferro, não somos? Pois agora somos os maiores também em IMPORTAÇÃO de aço.

Voltando ao Rio. No final deste mes de novembro, estamos vendo o governador do Rio, Sr. Sérgio Cabral, levando a cabo uma operação, jamais realizada no país no pós-ditadura, para defenestrar os bandidos do tráfico do Complexo de favelas do Alemão e retomar o papel do Estado. Não creio que o que ficou abandonado por mais de 100 anos vá mudar agora só porcausa de uma Copa do Mundo. As favelas do Rio (e de São Paulo) não têm "Plano Diretor". Têm vielas, becos, escadas, onde seres humanos dividem o mesmo espaço com os ratos. Nada de reurbanização, nem acesso às melhores universidades públicas.

Se os governantes brasileiros tivessem mesmo aquilo que avermelha a face, não chamariam as melhores cabeças para os ministérios da área econômica, para sinalizar aos agiotas internacionais que o "deles" vai ser muito bem resguardado. Se tivessem vergonha na cara, colocariam os melhores dentre os melhores para cuidar da Educação e do Investimento em obras públicas. Pois assim este país vai sair da merda - com o perdão da palavra chula, mas que tem significado universal. Basta olhar a cor do Rio Pinheiros desde o Cebolão até a Represa Billings, passando pela nobreza do Jockey Clube de São Paulo, onde quem quiser, pode ver uma cascata de uns dois metros de altura, onde cai mais coisas além de água.

Não vou deixar de fora as Igrejas Evangélicas brasileiras, principalmente as pentecostais, que nasceram evangelizando os pobres, mas que hoje ficaram ricas e têm medo de subir as favelas e torcem o nariz para o cheiro dos pobres. Os projetos de reinserção social que propagandeiam são hipócritas - apenas para colocar na internet. Evangelização no Brasil, hoje, não funciona mais na base de palavras. É preciso muito mais que isso: de amor e atitudes. Se nas décadas passadas o Evangelho subia o morro e impedia milhares de jovens de entrar para o crime, hoje seus portadores estão com medo de sujar os sapatos. Estamos em tempos maus, onde o evangelho está sendo pregado na Televisão e entre as quatro paredes. O Ide mudou: agora é somente Vinde, e de preferência com o bolso cheio. O "Evangelho" pentecostal de hoje prefere Brasília aos becos de favelas.

Não estou aqui fazendo apologia do tráfico nem de traficantes nem de funkeiros que ligam o som de seus "poisés" com o que há de mais podre diante dos ouvidos das crianças da periferia. Não estou defendendo isso. Estou criticando a ausência do Estado brasileiro que não tem assumido seu papel nas favelas e periferias das Metrópoles. As piores condições de moradia, a falta de saneamento básico, falta de reurbanização, dificuldade centenária que impedia a graduação do jovem excluído à Universidade, hospitais que mais parecem açougues humanos - e um "monte" de outras coisas. Isto não se resolve com tanques, nem com carros blindados, nem com borracha nem com o Exército.

Quantos bilhões vão ser usados para construir estádios de futebol, que depois vão ficar às traças - com está acontecendo na África do Sul? Por que estão querendo torrar 40 bilhões de dólares no Projeto do Trem Bala que vai ligar Campinas ao Rio de Janeiro, canibalizando a ponte área? Por que o Palocci vai para a Casa Civil e não para o Ministério da Educação? Sabe porquê? Porque não há visão. E não me venha com papo de bolsa família nem inserção de miseráveis na baixa classe média. Essa gente desassistida precisa muito mais do que esmolas e publicidade enganosa. Precisa de um projeto de Educação na mão de um grande Gestor. Precisa de saneamento básico e reurbanização de favelas, precisa de moradias decentes que não desabem todo ano na estação das chuvas.

Mapa satélite do Googlemaps.

A ocupação do complexo de favelas do Alemão, no Rio de Janeiro, é a evidência mais concreta do abandono dos seres humanos excluídos da sociedade. É a prova da ausência do papel do Estado nos morros e favelas do Rio. Se o Estado estive presente ali nos últimos 100 anos, não haveria tráfico, nem cooptação dos garotos das famílias entregues à miséria. Isto é uma vergonha centenária. Ocupação e bolsa família é muito pouco, pois está faltando tudo.


cruzue@gmail.com

sábado, 27 de novembro de 2010

perto de-ser ocupado favela do alemao teve madrugada aparentemente calma.

Domingo amanhece tenso, mas sem tiros no Alemão


Prestes a ser ocupado por policiais e militares, o Conjunto de Favelas do Alemão, na Zona Norte do Rio, teve uma madrugada de aparente calma neste domingo (28). O clima foi mais tranquilo do que o vivido durante todo o sábado (27), quando diversos tiroteios entre forças de segurança e traficantes foram registrados.

Por volta de 1h da manhã, tiros foram ouvidos na Estrada Itararé, próximo a um dos acessos à comunidade. Não há, no entanto, informações sobre feridos.

Por motivo de segurança, os moradores que deixaram o Conjunto mais cedo foram impedidos pela polícia de voltar para casa, segundo o tenente-coronel Waldir Soares Filho, do Batalhão de Choque da PM (BPChoque). Ele afirmou que a medida foi tomada pensando na segurança dos moradores: "Estamos fazendo isso até para garantir a integridade física dessas pessoas, para que elas não sejam confundidas com suspeitos".

Operação conta com 2.600 homens
Cerca de 2.600 homens das Forças Armadas e das Polícias Militar, Civil e Federal se preparam
 para entrar no Conjunto de Favelas do Alemão a qualquer momento. Na tarde de sábado (27), veículos blindados avançaram à entrada da comunidade e mais de trinta suspeitos foram detidos e levados para uma delegacia da região.

A megaoperação de cerco ao local inclui 800 soldados paraquedistas, a tropa de elite do Exército, 200 fuzileiros navais, que transportam a tropa, 300 agentes da polícia federal e 1.300 policiais militares e civis do Rio. Ainda na tarde de sábado, blindados do Exército chegaram a entrar na favela, mas saíram pouco depois.

O relações públicas da Polícia Militar do Rio de Janeiro, coronel Lima Castro, afirmou que aguarda a rendição dos criminosos que estão escondidos no Alemão: "Esperamos que eles se entreguem", disse o coronel Lima Castro, citando a rendição proposta pela polícia aos traficantes que ainda estão na localidade. "Mas temos pouco tempo. É tática de guerra", completou.

O coronel afirmou que espera que os criminosos se rendam pelo cansaço, já que há controle de entrada de suprimentos básicos, como água e comida na comunidade. Ainda de acordo com ele, a tropa está preparada e aguarda apenas a ordem do comandante-geral da PM, coronel Mário Sérgio Duarte, para dar continuidade à ocupação das favelas da região.

O padre português Serafim Fernandesdividiu seu refúgio com um grupo de fiéisque procurou o Santuário Arquidiocesano de Nossa Senhora da Penha nos últimos dias, para fugir do tiroteio. O local é um dos principais alvos da polícia, que conta com a ajuda do Exército e da Marinha para prender criminosos. O padre garantiu que as missas deste domingo (28) estão mantidas.

Construída no alto do morro há 375 anos, completados agora em 2010, o templo pode ser visto de diversos pontos da Penha. Ele fica próximo à favela Vila Cruzeiro, uma das ocupadas pela polícia, principalmente, pelo Batalhão de Operações da PM (Bope). A onda de ataques no estado começou no domingo (21), com arrastões, cabines da polícia metralhadas e veículos queimados.

Alemão tem um dos piores indicadores sociais
O bairro do Conjunto de Favelas do Alemão é dono de uma da piores médias do Índice de Desenvolvimento Social (IDS) da cidade. O índice, calculado pelo Instituto Pereira Passos (IPP), da prefeitura, mede o acesso a saneamento básico, a qualidade habitacional, o grau de escolaridade e a renda da população carioca.

Do total de 158 bairros do Rio, o Alemão ocupa a 149ª posição, com um IDS de 0,474. Quanto mais perto do número 1, melhor o índice. De acordo com o último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizado no ano 2000, 65.026 pessoas vivem nos 18.245 domicílios do complexo, que é formado por 14 favelas, de acordo com o IPP. Deste total, mais de 15% das residências não contam com rede de esgoto.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Frases de pessoas importantes

"Quotationpages"

Tradução de João Cruzué

Comunicação
"A coisa mais importante na comunicação é ouvir o que não está sendo dito."
Peter Drucker


Ouvir
"A razão de termos dois ouvidos e apenas uma boca, é que nós podemos ouvir mais e falar menos."Zenon


Memória
"O segredo de um boa memória é atenção, e atenção em um assunto depende de nosso interesse sobre ele. Nós raramente esquecemos aquilo que causa uma profunda impressão em nossas mentes." Tryon Edwards


Vingança
"O olho por olho faz o mundo inteiro cego.
"
Mahatma Gandhi



Respeito
"Se você quer ser respeitado, então deve respeitar a si mesmo."
Provérbio espanhol



Reputação
"Você não pode construir uma reputação sobre aquilo que vai fazer."
Henry Ford


Religião e Ciência
"A ciência sem religião é manca, e a religião sem ciência é cega."
Albert Einstein


Paz de espírito
"Paz de espírito é aquela condição mental em que você está preparado para aceitar o pior." 
Lin Yutang



Provas
"A aceitação sem prova é a característica fundamental da religião Ocidental, e a rejeição sem prova, a da ciência Ocidental." Gary Zukav.


Expert
"Um perito é pessoa que já fez todos os erros possíveis em um campo de ação muito estreito.
Niels Böhr


Teorias
"Sua teoria é maluca, mas não maluca o bastante para ser verdadeira"
Niels Böhr - para um jovem físico.


Cinismo
"O oposto de um religioso fanático não é um ateu fanático mas o cínico gentil que não se preocupa se há um Deus ou não." Eric Hoffer


Juri popular
"Um júri compõe-se de doze pessoas escolhidas, para decidir quem tem o melhor advogado." Robert Frost


Caráter
"Se eu cuidar do meu caráter, minha reputação cuidará de si."
Moody



Guerra
"A guerra é uma fuga covarde dos problemas da paz."
Th
omas Mann


Quase Santo
"Não sou um santo, a menos que você pense que um santo seja um pecador que continua tentando." Nelson Mandela


Liberdade
"Dar liberdade não é simplesmente retirar as cadeias de alguém, mas viver em um caminho que respeite e realce a liberdade de outros." Nelson Mandela


Juventude
"A juventude é feliz porque tem a capacidade de ver a beleza. Quem conserva a capacidade de ver a beleza nunca envelhece." Franz Kafka


Planos
"Os planos são somente boas intenções a menos que imediatamente se transformem pelo trabalho duro." Peter Drucker


Simplicidade

"Todas as coisas deveriam ser feitas tão simples quanto possível, mas não apenas um pouquinho mais simples." Albert Einstein.


LeiaFrases Cristãs Especiais


Não deixe de ler: as mensagens de João Cruzué

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Rio de Janeiro sob Ataque Após Bope entrar na Vila Cruzeiro, criminosos fogem pelo mato para o Complexo do Alemão


Depois da entrada do Bope (Batalhão de Operações Especiais) na favela da Vila Cruzeiro, zona norte do Rio de Janeiro, aproximadamente 200 criminosos armados fugiram para o Complexo do Alemão. A fuga foi feita por uma estrada de terra que corta o Morro do Caricó, que é desabitado e separa as duas comunidades.
Imagens captadas por um helicóptero da Globo News mostram alguns traficantes feridos. Um deles teve que ser carregado por outro criminoso. Alguns fugiram com carros, motos e caminhonetes.
A Vila Cruzeiro é uma das principais comunidades em que os traficantes se organizam. A polícia acredita que vários criminosos que tiveram que deixar outras comunidades por conta da instalação das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) migraram para a Vila Cruzeiro. O Complexo do Alemão também é considerado um ponto estratégico para o tráfico.
Nove blindados da Marinha entraram na Vila Cruzeiro, além de dois caminhões com fuzileiros.  Cerca de 150 policiais militares do Bope participam da operação, além de 200 policiais civis e PMs de outros batalhões. Um helicóptero da Polícia Militar sobrevoa a área.

Entenda os ataques






Uma onda de violência assola o Rio de Janeiro desde o último domingo (21), quando criminosos começaram uma série de ataques e incendiaram veículos –mais de 50 casos já foram registrados no Estado até esta quinta-feira (25).

Na segunda-feira, as autoridades fluminenses consideraram os ataques uma resposta à política de ocupação de favelas por UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) e à transferência de presos para presídios federais. A intenção seria colocar medo na população.

A polícia investiga se os ataques estão sendo orquestrados pelas facções criminosas Comando Vermelho e ADA (Amigos dos Amigos). Na quarta-feira, oito presidiários foram transferidos do Rio para o presídio de segurança máxima em Catanduvas (PR).

Desde o começo da semana, uma megaoperação está sendo feita em diversas comunidades da capital, sendo a Vila Cruzeiro, no subúrbio do Rio, o local com combates mais intensos.

Uma determinação do comandante-geral da PM, Mário Sérgio Duarte, obrigou todos os policiais de folga a retornar para seus batalhões. A Marinha foi enviada para ajudar no combate e o governo federal enviou reforço da Polícia Rodoviária Federal.

Mais de cem pessoas já foram presas e mais de 30, mortas durante os combates desta semana. Grande quantidade de armas e drogas estão sendo apreendidas diariamente. A operação em resposta aos crimes não tem data para acabar, informam as autoridades.
 

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Programa Raul Gil vê audiência aumentar com atrações evangélicas

Os tempos de baixa audiência do Programa Raul Gil ficaram definitivamente para trás. Desde que chegou ao SBT, em junho, depois de cinco anos na Bandeirantes, o apresentador só vê sua média de pontos no Ibope crescer. Enquanto na Band, em seus últimos meses no ar, vinha dando média entre 4 e 5 pontos no Ibope, na emissora de Silvio Santos a atração mantém a média de 11 pontos e chega a picos de 13, empatando com seu concorrente mais forte, o Caldeirão do Huck, apresentado por Luciano Huck, na Rede Globo. Para Raul Gil, de 72 anos, quase 60 de carreira, a explicação é simples. "A boa audiência do programa vem ao encontro do gosto do telespectador, que se cansou um pouco de baixaria", disse o apresentador no estúdio, no dia em que a reportagem acompanhou as gravações da atração que ele comanda.

Raul Gil parece saber exatamente como fazer para obter essa audiência. No estúdio, é figura compenetrada. Antes de todos, grava os merchandisings. Em seguida, se recolhe ao camarim, para um retoque na maquiagem. Já no palco, quando fala, a equipe se mantém em silêncio total. Até os cantores amadores que vão ao programa recebem dicas do veterano. Foi assim com a primeira candidata do concurso na gravação. Nervosa, a moça errou o momento de começar a cantar. "Para tudo!", disse Raul. "O que aconteceu? Não fique nervosa, vai dar tudo certo", disse carinhosamente à caloura. A moça respirou fundo. Errou de novo. Raul Gil pediu para parar. Só na terceira vez ela acertou.

Na receita de sucesso de Raul Gil, quadros simples como o concurso "Jovens talentos", no qual cantores e cantoras entre 15 e 25 anos disputam, semana após semana, um contrato de trabalho com a gravadora Sony Music. A final da primeira temporada do quadro no SBT, em 9 de outubro, levou o programa a bater o seu primeiro recorde, com 13 pontos no Ibope. A vencedora, a cantora gospel Brenda dos Santos, comemorou o prêmio com lágrimas e um agradecimento a Deus no palco. No CD que Brenda vai gravar, três participações especiais de seus colegas e ex-concorrentes, todos cantores gospel. Católico, Raul Gil acredita que a música religiosa tem forte apelo. "Não é só evangélico. Se aparecer um espírita aqui cantando música boa vai fazer sucesso", disse.

A PRÓXIMA MAÍSA
Outro ponto forte do programa é o quadro "Eu e as crianças", em que Raul divide o palco com a garotada, que encara as câmeras para exibir números variados, de dança, canto, interpretação e sapateado. Enquanto o quadro está no ar, o "vovô Raul", como é chamado pelas crianças, conta com duas assistentes de palco aspirantes a estrelas: Yasmim, de 9 anos, e Milena, de 3. Inteligente, e com bochechas irresistíveis, a pequena Milena chama atenção por suas semelhanças com outra criança prodígio, também revelada por Raul Gil: Maísa. Hoje, com 7 anos, ela apresenta o Bom dia & Cia., às quintas e sextas, e o Sábado animado, aos sábados, no SBT.

Toda as quartas, Milena sai de Curitiba, onde mora, acompanhada pela mãe, a cantora gospel Ana Cristina, e enfrenta uma hora de voo até São Paulo. "Quando tem gravação, ela acorda às 6h. Mas às 5h30 já está em pé, gritando e pulando", conta a mãe, evangélica da Quarta Igreja do Evangelho Quadrangular. Antes de fazer maquiagem e cabelo para entrar em cena, Milena tira uma soneca nos camarins. Durante a preparação, interage com todos, fazendo perguntas e comentários nada convencionais para uma criança de sua idade. Perguntada sobre qual é sua cantora favorita, a menina surpreende e aponta para si mesma. Na hora de escolher o que vai ser quando crescer, outra surpresa: "Mas eu já sou cantora. Sou uma artista de Jesus".

Tanta simpatia e esperteza conquistou o público de casa, e a menina já tem até fãs. "Onde ela para, forma uma rodinha de adultos e crianças", conta a mãe. Milena ensaia seu repertório gospel todas as manhãs, e tem agenda lotada. O sucesso que a menina faz com o público, Raul Gil explica. "A Milena faz aquelas orações, põe a mãozinha dela para cima. Os católicos, espíritas, ficam impressionados e emocionados com o jeitinho dela. Quando encontro senhoras na rua, elas me falam que se sentem bem quando a veem fazendo isso."

PÉROLAS DE MILENA
• Ao comentar sobre as cantoras que mais aprecia: "Não gosto da Xuxa. Gosto mais de Mara Maravilha e Ana Paula Valadão (ambas cantoras gospel)."

• Ao responder sobre o que vai ser quando crescer: "Não vou ser dona de casa. Eu vou ser cantora. Eu já sou artista de Jesus".

• Quando revela gostar de fazer cabelo e maquiagem para as gravações: "Eu fico parecendo uma noiva, bem bonita. Você é feia (diz, olhando para a repórter)".

• Ao falar sobre o que gosta de comer: "Eu gosto de pepino, pimentão, arroz e feijão. Você tem uma bala aí?"

Fonte: O Verbo / UAI / Gospel Prime

Clonagem de igrejas: parece, mas não é


Igrejas e congregações independentes adotam indevidamente nomes de grandes denominações com as quais não mantêm qualquer vínculo.

Um fenômeno decorrente do crescimento do segmento evangélico está chamando a atenção de algumas das mais tradicionais denominações do país. É a clonagem de nomes de igrejas, utilização indevida de marcas tradicionais no meio protestante por instituições sem qualquer ligação com as grandes convenções, cujos nomes utilizam numa tentativa de atrair fiéis e de tirar uma casquinha na credibilidade alheia. Em meio a um crescimento com ares desordenados – só em São Paulo, a cada ano são criadas cerca de 220 novas igrejas evangélicas, algumas das quais não passam de salinhas alugadas nas periferias –, parece cada vez mais difícil normatizar o setor. E o pior é que, além de gente bem intencionada que quer apenas anunciar o Evangelho da salvação, aventureiros pegam carona na tradição de grandes organizações religiosas, prejudicando sua imagem perante o público. No meio das mais de 300 mil igrejas evangélicas que funcionam no Brasil, muitas parecem uma coisa e são outra.

Denominações como a Batista, a Assembleia de Deus e a Presbiteriana são as maiores vítimas da clonagem eclesiástica. Organizadas em convenções nacionais, essas três gigantes, que juntas reúnem milhões de fiéis, estão capilarizadas por todo o território nacional, com uma trajetória cuja origem remonta à segunda metade do século 19 e início dos anos 1900. Mas a placa na entrada não é garantia de legitimidade. Muitas comunidades autônomas, sem qualquer ligação administrativa ou doutrinária com as denominações cujos nomes utilizam, funcionam livremente. Na zona norte do Rio de Janeiro, por exemplo, é possível encontrar a Assembleia de Deus Ministério Renovo e a Igreja Batista Templo de Milagres, que apesar dos nomes não são subordinadas às entidades cujas nomenclaturas adotam.

A clonagem eclesiástica preocupa líderes evangélicos. "Nós estamos acompanhando isso com muita perplexidade, porque essas igrejas estão nos causando grande prejuízo", diz o pastor José Wellington Bezerra da Costa, presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil (CGADB). Reeleito no mês de abril para mais um mandato à frente da maior denominação evangélica nacional, Wellington diz que a Assembleia de Deus é uma das mais afetadas pelo problema, pois acaba tendo seu nome respingado por qualquer atitude errada de religiosos free-lancers. "Muitas vezes, os pastores dessas igrejas não têm boa formação eclesiástica, espiritual, moral e até cultural para o exercício do ministério. Por isso, causam desordem doutrinária em seus púlpitos", observa.

Um dos principais prejuízos acontece na área financeira. Segundo Wellington, eventuais desmandos ou calotes perpetrados por dirigentes de congregações clonadas sujam o nome da denominação. "Quando precisamos fazer alguma transação ou giro bancário, temos de provar por A mais B que não somos esse tipo de gente", reclama. O presidente diz que está nos planos da denominação fortalecer seu Corpo Jurídico para acionar a Justiça em alguns casos. "Claro que primeiro tentaremos a via diplomática, solicitando a troca do nome", adianta.

Fragilização

Para José Carlos da Silva, presidente da Convenção Batista Nacional (CBN) e pastor da Primeira Igreja Batista de Brasília, o que está em jogo é a soberania das denominações. "O uso indevido do nome 'batista' por igrejas desvinculadas das entidades que nos representam causa muitos problemas", aponta. Os crentes batistas brasileiros estão ligados a dois grandes grupos: a CBN, reunindo as igrejas de orientação pentecostal, que surgiu na década de 1960, e a centenária Convenção Batista Brasileira (CBB), de linha tradicional, cada uma delas com mais de um milhão de fiéis. Há ainda entidades menores, como a Igreja Batista Regular e a Igreja Batista Independente. Em comum, explica Silva, todas essas organizações seguem estatutos denominacionais e administrativos, com representatividade através das assembleias gerais, que normatizam o processo de eleição dos líderes. "Ou seja, há prestação de contas."

No entender do pastor, o processo de abertura indiscriminada de congregações reflete o processo de fragilização da Igreja Evangélica brasileira, "multifacetada e carente de orientação". Basta uma passeada pelas maiores cidades brasileiras, e até mesmo no interior, para constatar que o mercado da expansão evangélica está a todo vapor. A cada dia, novas comunidades abrem suas portas – e os nomes, por vezes, são curiosos e até esdrúxulos, como Igreja Bailarinas da Valsa Divina ou Assembleia de Deus da Fonte Santa (ver abaixo). Para José Carlos da Silva, tanta originalidade, digamos assim, é uma característica cultural do povo brasileiro. "Normalmente, essas nomenclaturas são escolhidas a partir de experiências místicas, atribuídas a revelações ou sonhos. Expressam tanto ignorância como mau gosto, mas o amor tudo suporta", resigna-se o presidente da CBN.

Roberto Brasileiro, pastor-presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil, também expressa preocupação com essa pulverização e pelo uso indevido do nome de sua denominação por grupos desconhecidos. "Esse fenômeno causa prejuízos para o Evangelho em geral, e traz descrédito e críticas para as igrejas. Mas nós não temos responsabilidade sobre isso", comenta. O problema é que nomes como os usados pelas grandes denominações já são de domínio público – ou seja, quem os utiliza não comete nenhuma irregularidade do ponto de vista legal. É o que explica o advogado e mestre em direito Gilberto Garcia, especialista na legislação ligada ao funcionamento das instituições religiosas e colunista do portal FolhaGospel. Ele lançou o livro O Novo Código Civil e as Igrejas em 2003, época em que a mudança na lei causou alvoroço entre os pastores. Ele diz que um título como "metodista" pode ser utilizados por qualquer igreja, já que no Brasil é muito fácil abrir uma instituição religiosa. "Nomes como Assembleia de Deus, Igreja Batista ou Igreja Presbiteriana são exemplos de 'nomes genéricos', chamados assim por não terem sido registrados em órgãos oficiais na época oportuna."

Segundo Garcia, depois de devidamente regulamentadas, as igrejas têm direito de personalidade sobre o seu nome, uma novidade implantada pelo novo Código Civil. "Tal direito antes só era reservado aos cidadãos", acrescenta. "Daí ser praticamente inviável a adoção de providência legal para impedir que alguém adote essas nomenclaturas". A proteção é assegurada, ressalva o advogado, apenas ao nome específico de uma igreja local, como Primeira Igreja Batista em São Paulo ou Igreja Presbiteriana Central de Brasília, por exemplo. "Cada igreja legalizada tem propriedade sobre seu nome específico, que é protegido contra plágios."

"Mão torta"

Ainda segundo Gilberto Garcia, o Judiciário não pode fazer muito para frear esse processo. "No prisma legal, a denominação que uma igreja escolhe não traz qualquer embaraço, e o Cartório do Registro Civil das Pessoas Jurídicas não pode, a princípio, impedir o registro do Estatuto Associativo em função da nomenclatura", explica. A Justiça só pode intervir, e assim mesmo se for provocada, quando o nome ferir o bom senso, os bons costumes e a percepção da sua atuação como instituição espiritual. Ou seja, a questão está sujeita a uma avaliação para lá de subjetiva.

"As igrejas aparecem, se multiplicam e ficam cheias porque oferecem uma mensagem simbólica que atende às demandas das pessoas", opina o pastor e teólogo Lourenço Stélio Rega, diretor da Faculdade Teológica Batista de São Paulo. Referência evangélica na área da ética cristã – é autor de Dando um jeito no jeitinho: Como ser ético sem deixar de ser brasileiro, lançado em 2000 pela Editora Mundo Cristão –, ele frisa que o crescimento de movimentos evangélicos não o incomoda. "A Bíblia diz que a porta do Reino dos Céus é estreita. A mensagem pura do Evangelho encontra-se na Palavra de Deus." Para Rega, a maneira certa de diminuir o apelo de igrejas de fachada é o Corpo de Cristo cumprir sua missão com mais seriedade e dar mais ênfase no testemunho pessoal do crente. "Temos que pregar a mensagem pura e simples do Evangelho e ter, como Igreja do Senhor, influência positiva no ambiente em que estivermos implantados", conclui o teólogo.

Na mesma linha vai o doutor em sociologia Ricardo Mariano. Autor de Neopentecostais – Sociologia do neopentecostalismo, ele é um dos maiores especialistas brasileiros no fenômeno evangélico e acredita que as igrejas-clone são muito pequenas para prejudicar seriamente denominações de grande porte. "Isso não vai atrapalhar um movimento religioso ascendente, que já envolve mais de 40 milhões de brasileiros", acredita. José Wellington aposta na semeadura do Evangelho: "Ainda que muitas vezes pregada por pessoas despreparadas, os brasileiros estão sendo apresentados à Palavra de Deus. O agente pode ter mão torta, mas se a semente cair, ela vai brotar. Na hora de passar a peneira, Deus passa."

Entre o público e o privado

O advogado Gilberto Garcia, especializado em direito civil e na legislação que rege as entidades religiosas, respondeu a algumas perguntas de CRISTIANISMO HOJE sobre o processo de abertura de igrejas:

CRISTIANISMO HOJE – O que é preciso para se abrir uma igreja no Brasil? 

GILBERTO GARCIA – A organização religiosa é uma entidade associativa, uma pessoa jurídica de direito privado. Para funcionar, ela precisa averbar seu Estatuto Associativo no Cartório do Registro Civil de Pessoas Jurídicas. Em seguida, os responsáveis devem providenciar o registro na Receita Federal, obtendo assim o Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ). É preciso, ainda, obter o certificado de vistoria do Corpo de Bombeiros para o templo, e em alguns casos, alvará, fornecido pela prefeitura local.

Existe algum tipo de controle ou exigência sobre quem será o titular da nova igreja? 

Compete exclusivamente à igreja local, convenção, denominação ou grupo religioso estabelecer os critérios para que uma pessoa se torne um pastor – ou evangelista, presbítero, diácono, bispo, apóstolo... Não há qualquer controle público sobre isso, em função da liberdade religiosa consagrada pela Constituição Federal. Entretanto, se o dirigente vai assumir a presidência de uma organização religiosa – seja qual for sua confissão de fé – juntamente com a posição de líder religioso, ele precisa, de acordo com o Código Civil, ser civilmente capaz, e ainda, não ter qualquer pendência fiscal com a Receita. Também precisa comprovar que não foi condenada em processo criminal, através de certidões oficiais.

As entidades denominacionais não podem exercer um controle efetivo sobre a abertura de novas igrejas, sobretudo aquelas que utilizarão indevidamente nomenclaturas já consagradas? 

As denominações históricas não têm qualquer controle sobre a abertura de igrejas com seus nomes, pois nomenclaturas como Assembleia de Deus, Batista ou Presbiteriana são consideradas de domínio público, não havendo qualquer ilegalidade em sua utilização de modo genérico. O que não se pode é utilizar o nome de uma igreja local que tenha sido registrada, por exemplo, como Assembléia de Deus em Goiás ou Igreja Batista em São Paulo. No caso das igrejas locais, seus membros podem adotar medidas legais cabíveis para impedir, inclusive judicialmente, a utilização do nome especifico, sob as penas da lei.

Para todos os gostos

O que um visitante desavisado diria ao ser convidado para assistir a um culto na Igreja Bailarinas da Valsa Divina? Ou que impacto pode ter sobre a vida de um crente carnal o ministério da Igreja Evangélica Pentecostal Jesus Vem, Se não Vigiar Você Fica Fora? Igrejas com nomes curiosos ou bizarros são cada vez mais comuns no Brasil. A jornalista Luciana Maz zarelli, de São Paulo, está preparando um livro sobre o assunto. Ela se diz surpresa com a criatividade dos pastores. "Em alguns casos, eles conseguem unir no mesmo nome palavras antagônicas, como Igreja Evangélica Muçulmana Javé É Pai", diverte-se. No entanto, o objetivo de sua pesquisa – feita na maioria das vezes in loco, palmilhando ruas de periferias e bairros populares – não é ridicularizar ninguém, e sim, mostrar a diversidade de interpretações bíblicas e liturgias: "O fenômeno tem um lado positivo, pois assim o propósito de levar o Evangelho a todos os lugares está sendo cumprido", explica Luciana. "Hoje em dia ninguém deixa de ir à igreja por falta de opção. Temos igrejas para cada tribo: surfistas, motociclistas, artistas... enfim, é igreja para todos os gostos". Conheça algumas dessas congregações cuja originalidade já começa pelo nome: 

. Assembleia de Deus do Azeite Quente
. Igreja da Bênção Mundial Fogo de Poder
. Igreja Batista Templo de Milagres
. Igreja Chave do Éden
. Igreja do Amor Maior que Outra Força
. Cruzada Evangélica do Ministério de Jeová, Deus do Fogo
. Igreja Bailarinas da Valsa Divina
. Igreja das Sete Trombetas do Apocalipse
. Igreja de Deus da Profecia (no Brasil e América do Sul)
. Igreja Cenáculo de Oração Jesus Está Voltando
. Igreja Pentecostal Subimos com Jesus
. Igreja Evangélica Pentecostal Jesus Vem,
. Se Não Vigiar Você Fica Fora (IEPJVSNVVFF)
. Igreja Evangélica Arca de Noé
. Rancho dos Profetas
. Igreja Asas de Águia – Visão Além do Alcance
. Igreja Evangélica Pentecostal Quero Te Ver na Glória
. Igreja do Cavaleiro do Cavalo Branco do Apocalipse 6.2
. Igreja da Ressurreição dos Mortos

Fonte: Cristianismo Hoje