sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Kaká nega risco de aposentadoria por lesão e confirma avaliação de Runco

Kaká admitiu que sofreu infiltrações para jogar a Copa do Mundo, mas, ao contrário do que disse o médico belga que o operou, negou o risco de uma possível aposentadoria prematura. Em entrevista ao jornal espanhol Marca, o meia brasileiro ainda elogiou o trabalho do médico da seleção, comparando seu caso com o de Rivaldo, em 2002.

"O doutor Martens é um excelente profissional, mas acho que ele exagerou um pouco nas declarações. Ele disse que eu não deveria ter jogado a Copa do Mundo, mas os profissionais que estão na seleção brasileira são muito capacitados", disse Kaká, referindo ao belga Marc Martens, responsável pela artroscopia a qual o meia foi submetido no dia 5 de agosto.

Logo após realizar o procedimento cirúrgico, Martens deu uma entrevista ao Marca. Segundo o médico, o jogador teria corrido risco de encerrar a carreira após a Copa do Mundo, por ter atuado com uma inflamação no menisco do joelho esquerdo e dores no púbis.

Runco chegou a chamar o companheiro de profissão de anti-ético por ter feito tais declarações. Nesta sexta, em entrevista ao jornal O Globo, concordou com as afirmações de Kaká.

"Nunca faríamos uma daquelas infiltrações para mascarar dor e colocar o atleta em campo. Fizemos duas infiltrações para tratamento", disse Runco, que ainda alfinetou Martens. "Então ele já contradisse o médico belga e mostrou que nossa tese estava certa", concluiu o médico da seleção, ao ser informado das declarações de Kaká.

Em 2002, pouco antes da Copa do Mundo da Coreia do Sul e do Japão, Rivaldo também teve sua condição física colocada em xeque. O próprio meio-campista admitiu ter recebido infiltrações durante a disputa da competição para tratar de seu tornozelo esquerdo.

"Diziam que o Rivaldo não voltaria a jogar se fosse com a seleção brasileira para a Copa de 2002 e ele não apenas jogou o Mundial como ajudou o Brasil a ganhá-lo e foi um dos melhores em campo", disse Kaká.

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