quinta-feira, 13 de maio de 2010

PMDB enfrenta melhor cenário, diz Maguito

Mirelle Irene

Candidato derrotado do PMDB em 2006, quando perdeu a disputa para
Alcides Rodrigues (PP), o prefeito de Aparecida de Goiânia, Maguito
Vilela (PMDB), enxerga hoje um melhor cenário para a sigla vencer a
eleição para o governo estadual. "Eu quero crer que o PMDB e o PT
disputam as eleições este ano em condições extremamente favoráveis.
Tudo que era contra, agora não é mais", disse. "Tínhamos o governo
estadual contra, hoje não o temos com tanta ênfase", ainda citou.

Na avaliação de Maguito, o atual governo estadual é equilibrado. "Ele
não vai entrar na campanha para denegrir a imagem do nosso partido",
acredita. "Tivemos uma boa convivência administrativa", qualificou o
prefeito de Aparecida.

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Outra vantagem do PMDB na eleição deste ano, segundo o ex-candidato de
2006, é o tempo de televisão conquistado pelas alianças recentes
feitas pelo partido. "Além disso, na época, não tínhamos as grandes
cidades", lembrou sobre o apoio de seu próprio município e também de
Anápolis, administrada pelo petista Antônio Gomide.
Segundo o prefeito, além disso, a base aliada que elegeu Alcides
Rodrigues está dividida agora entre o PSDB e a pré-candidatura de
Vanderlan Cardoso (PR). "O PMDB vai disputar em condições de
igualdade. Antes, não, as eleições foram muito desiguais", compara. "O
campo político do ex-prefeito Iris Rezende (PMDB) é muito fértil para
vencer este ano", avalia.


TEMPERATURA

De acordo com Maguito, a boa convivência do PMDB com o governador
Alcides pode render uma aliança no futuro. "Não tenho dúvida nenhuma
de que se o candidato do governo passar para o segundo turno, e nós
não passarmos, temos 100% de possibilidade de apoiá-lo", garante. "Se
ele não passar, também tenho quase certeza de que estaremos unidos no
segundo turno", projetou o peemedebista, apoiando-se na situação de
representante da base lulista em que os dois pré-candidatos se
encontram.

Sobre os ataques entre PSDB e PP, Maguito acha que eles refletem a
situação eleitoral. "Isso é próprio das eleições. Quando inicia o
processo de desincompatibilização, de definições e de alianças, a
temperatura sobe", avalia. "É até bom porque o povo vai conhecendo
melhor os candidatos, na sua integralidade. O eleitor fica sabendo
quem é quem", disse. "O candidato é obrigado a se manifestar sobre
muitos temas, é obrigado a comentar pesquisas, a falar dos
adversários."

Maguito acha, porém, que o nível da campanha deve ficar no
"civilizado", ou seja, com críticas construtivas, sem agressões, ainda
que verbais.

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