segunda-feira, 10 de maio de 2010

Partidos apostam em divisão para crescer

 
Lançadas oficialmente as pré-candidaturas ao governo estadual de Marconi Perillo (PSDB), Iris Rezende (PMDB) e Vanderlan Cardoso (PR), os partidos correm agora contra o tempo para fechar suas alianças, tendo em vista que daqui a um mês será aberta a temporada das convenções partidárias.

Como as grandes siglas já estão comprometidas com candidaturas – e os nanicos já negociaram suas alianças –, resta agora saber que rumo tomará o Democratas. O suspense será mantido até o dia 30 de junho, data-limite estabelecida pelo seu presidente estadual, o deputado federal Ronaldo Caiado.

Dividida a sigla é cobiçada pelos três pré-candidatos. Uma de suas estrelas, o senador Demóstenes Torres, não fala abertamente sobre sua preferência, mas no PSDB, é dado como certo o seu voto na hora da decisão. Já os dois deputados estaduais – Nilo Resende e Helio de Sousa – estão mais próximos dos tucanos.

Se depender do presidente da União dos Vereadores de Goiás (UVG), o democrata Eliezer Divino Fernandes, o seu partido vai de Marconi Perillo. Ele – que preside a Câmara de Bela Vista de Goiás – coordena um movimento de apoio ao senador tucano. 

Na festa de lançamento da pré-candidatura de Marconi, Eliezer entregou a assessores dele uma lista com o nome de mais 1.200 vereadores que já teriam definido apoio ao senador. E justificou: "Porque com Marconi nós seremos respeitados".

Na falta de aliados descomprometidos com candidaturas, a tendência é apostar na divisão interna das legendas. E, pelo menos por enquanto, as investidas se dão em maior grau sobre lideranças pepistas, que têm no governador Alcides Rodrigues o maior incentivador da candidatura de Vanderlan. Mas a ala dissidente, que só tende a crescer, tem como expoentes os prefeitos José Gomes, de Itumbiara, e Ricardo de Pina, de Piracanjuba.

Ricardo contabiliza pelo menos 30 dos 49 prefeitos do PP que já teriam aderido a Marconi, e disse considerar esse grupo como corajoso, por não temerem pressões e eventuais retaliações. Para ele, faltou diálogo da cúpula pepista com a base. O prefeito disse ver na pré-candidatura de Vanderlan "uma aventura política de uma minoria da cúpula partidária".

Outra aposta dos tucanos é o PTdoB, tanto que já conta com o apoio dos dois deputados estaduais – Wellington Valim e Tiãozinho Costa. Já o presidente da legenda, Edivaldo Cardoso de Paula, tende a apoiar Vanderlan, pois é da cota de Alcides, por presidir as Centrais de Abastecimento de Goiás (Ceasa).

As investidas tucanas não param por aí. Deputado federal e presidente da legenda, Leonardo Vilela vê chances de ampliar a aliança pró-Marconi. Só na festa de lançamento da pré-campanha, ele disse ter contabilizado a presença de representantes de dez partidos, mas que informalmente seriam 20. "Mas não tenho dúvida, no dia 30 de junho seremos muito mais", aposta.

Para Leonardo, o diferencial do PSDB é que a legenda prima pela parceria. "O nosso partido respeita, abre espaço para as legendas aliados e está no mesmo nível que os demais partidos", explicou. "Temos a humildade de reconhecer o talento, os valores e a contribuição de cada um."

Venceslau Pimentel

ohoje


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