sábado, 10 de abril de 2010

Opinião - Pastor Silas Malafaia e os homossexuais

Iara Bernardi e Pr. Silas Malafaia no Programa do Ratinho

João Cruzué

Como é de conhecimento de meus irmãos, amigos e leitores, não sou favorável a mudança da Constituição Federal, nem do Código Civil e outros diplomas legais através do PLC 122/2006. E a razão já escrevi também aqui: ao se pretender alterar a lei, para incluir duas palavrinhas "preferências sexuais" vai dar abrigo, por exemplo: a pedófilo. É isso (preferência sexual) que está no texto da senhora Senadora, para todo mundo ver.

Também não concordo com aquilo que a lei vai gerar, ou seja uma casta de "incriticáveis". Pais e pastores que ensinarem e pregarem contra - cadeia! Pastor quye se recusar a fazer casamento gay: processo por discriminação! Se esse projeto passar, ninguém poderá mais criticar a opção sexual de um não-hetero, pois vai ser processado e preso. Tudo poderá ser criticado, exceto a opção homoafetiva, pois isso seria tipificado criminalmente como discriminação.

Ponto final.

Agora, está acontecendo um desequilíbrio no meio das lideranças evangélicas. De repente, alguns exaltadinhos estão transformando homossexuais em coisas. Deixando de lado a missão do verdadeiro crente em cristo que é amar o próximo. Nós crentes - seguidores de Jesus Cristo - não podemos dever nada a ninguém, a não ser o AMOR.

Que papelão está fazendo o Pr. Silas quando ele protagoniza uma cruzada evangélica scontra os gays, para se posicionar bem na "fita" (ops!) diante da comunidade . As portas de nossas Igrejas estão sempre abertas para receber com amor e respeito toda e qualquer pessoa. O Evangelho é para os sofredores, os discriminados, os pecadores, os doentes, as prostitutas, ricos e pobres. A imagem que o Pastor passou no debate do programa do Ratinho e em outras mídias não condiz com o amor cristão. Há outros foros e locais para tratar disso.

E o exagero não é bíblico. Como é que vamos dizer para essas pessoas que Jesus as ama, se nós estivermos apedrejando-as?

Não me sinto confortável vendo estas atitudes de confronto entre evangélicos e gays. Sinto cheiro de coisa errada nesta história. É preciso tomar cuidado para não perder o espírito cristão, o amor ao próximo e se tornar um "maria-vai-com-as-outras".

Senão, pode ocorrer aquilo que alguém já falou: o excesso de um pastor que fala demais pode levar a opinião pública a pensar que ele é o agressor. Isso está começando a acontecer. Eu tenho visto falta de sabedoria do Pastor Silas quando ele trata de assunto tão reservado em programas que buscam audiência confrontando as pessoas, para que elas se agridam e se magoem.

Não devemos fechar a porta da Igreja do Senhor na "cara" de ninguém. Isso pode matar o desejo sincero de alguém de se reconciliar com Deus.

Um comentário:

William De Lucca disse...

Vejo uma grande falta de conhecimento para falar sobre diversos temas.

A pedofilia é uma parafilia na qual a atração sexual de um indivíduo adulto está dirigida primariamente para crianças pré-púberes ou ao redor da puberdade. . A pedofilia, por sí só, não é um crime, mas sim, um estado psicológico, e um desvio sexual. A pessoa pedófila passa a cometer um crime quando, baseado em seus desejos sexuais, comete atos criminosos como abusar sexualmente de crianças ou divulgar ou produzir pornografia infantil.

Pedofilia não é uma orientação sexual. A PL1122 não vai invalidar o resto da constituição brasileira, ou jogar o código penal no lixo.

Os evangélicos continuam com a liberdade de culto assegurada, assim como a umbanda, o catolicismo e o espiritismo.

Os evangélicos continuarão sendo livres para ser contra a conduta homossexual, mas não poderão falar em cura, como se fosse uma doença. Os evangélicos podem continuar achando a conduta imoral, e falar isso em seus cultos. Assim como podem achar a prostitução, a doação de sangue, etc imoral.

A PL122 não cria uma classe intocável. Ela dá segurança moral para uma parcela da sociedade que vem sendo humilhada, massacrada, violentada. Como servos de deus, so evangélicos deviam lutar a favor de tudo que venha para dar conforto ao coração das pessoas, não importando raça, credo, orientação sexual, etc.