sexta-feira, 9 de abril de 2010

Clínicas particulares terão vacina contra a gripe suína na semana que vem

MÁRCIO PINHO
da Reportagem Local

A vacina contra a gripe suína começa a chegar a clinicas particulares na semana que vem, segundo o laboratório Solvay Pharma, fabricante que pertence à Abbott e é o único que já conseguiu aprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para disponibilizar sua vacina na rede privada.

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O preço médio será de R$ 80, segundo clínicas ouvidas pela Folha que já programam para iniciar as aplicações na próxima semana. É o caso da Vaccin, da Clínica Faster e da Pró Vacina, todas de São Paulo. Não há um dia exato para o início.

A vacina é diferente da usada pelo Ministério da Saúde na campanha nacional. A dose adotada pelo governo é a monovalente --protege apenas contra a gripe suína. Já as clínicas terão doses trivalentes, que imunizam também contra dois vírus da gripe comum.

Essa proteção mais abrangente é uma das vantagens da vacina tríplice apontada por Novartis e Sanofi, que esperam autorização da Anvisa para também vender seus produtos.
Esses fabricantes afirmam ainda que a OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda a vacina contra as três gripes.

Disponível

Segundo o ministério, a monovalente era a disponível no mercado em outubro, quando iniciou a compra das doses.

Nas clínicas particulares, pessoas que não estão na campanha oficial poderão buscar a imunização. Recebem doses do ministério grávidas, pessoas entre 20 e 39 anos, crianças até dois anos e doentes crônicos, entre outros grupos de risco.

O preço médio de R$ 80 a ser desembolsado é composto do valor máximo do medicamento determinado pela Anvisa (R$ 44,11 ou pouco menos, dependendo do ICMS do Estado) e do serviços cobrado pela clínica pela aplicação, conservação do produto, armazenamento etc.

Para a infectologista da Unifesp Nancy Bellei, a dose pode ser importante para crianças maiores de dois anos e adolescentes --não incluídos na campanha. Segundo ela, a incidência da doença foi alta nesse grupo em 2009 (16% dos casos).

Pessoas que costumam ficar bastante tempo em locais fechados com aglomerações --no metrô, por exemplo-- também deveriam se vacinar, diz ela.

O Fleury diz que ainda não têm previsão para disponibilizar a vacina para seus clientes. Delboni e Lavoisier não responderam à ligação da Folha.

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