quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Guerra entre Rede Globo X Rede Record e Igreja Universal do Reino de DEUS


Em programa de quase uma hora exibido na noite deste domingo 16/08/09 , a Rede Record aumentou o tons das críticas contra a Rede Globo, vinculando a emissora da família Marinho à ditadura militar no país. Em entrevista, Edir Macedo disse que sentiu "alegria" ao ser qualificado como líder de uma quadrilha.

Sem intervalos comerciais, o programa "Repórter Record" exibiu a denúncia de que a Globo estaria tratando como terreno particular uma praça pública em São Paulo, além de acusar a emissora de falsificar documentos.

O programa retransmitiu entrevistas com políticos a respeito do "monopólio" da emissora, alegando que essa prática seria "prejudicial à democracia".

Ainda nessa linha, utilizou trechos de um documentário britânico, "Muito Além do Cidadão Kane", para acusar a Globo de ter sido conivente com as autoridades da ditadura militar brasileira.

Pedofilia e islamismo
Depois das críticas dirigidas à Globo, o Repórter Record mostrou uma entrevista exclusiva com o bispo Edir Macedo, que está no centro das acusações dirigidas contra a quadrilha.

Na entrevista, feita nos Estados Unidos, Macedo afirma que as acusações contra ele não são novas, e que as recebe com "alegria -- por causa da fé"

O bispo afirmou que "claro que há bispos ruins na igreja", mas disse que eles são expulsos da organização quando se descobrem irregularidades. Macedo citou como exemplo um suposto caso de pedofilia nos Estados Unidos: "A igreja colaborou com a polícia nesse caso".

Edir Macedo se defendeu das acusações durante a reportagem. "Antes eles tinham medo que eu fosse candidato à Presidência da República e hoje eles têm medo que a Record se posicione em primeiro lugar", disse o fundador da Universal e dono da Rede Record.

O bispo disse ainda "odiar" religião. "É a coisa mais podre que existe na face da Terra. O maior inimigo de Deus é a religião. As religiões que dividem as pessoas, brigarem entre si, lutarem. As maiores guerras foram feitas em nome da religião".

Quando perguntado pela repórter qual sua ambição, ele disse que pretende "colocar a Record lá no topo".

"E com a igreja?", continuou ela. "Pretendo chegar aos países muçulmanos", respondeu Edir Macedo. "Eu sei que é uma guerra danada lá, mas é nossa ambição".

A entrevista anterior de Macedo à Record foi em 2007, quando as duas emissoras também trocavam acusações.

"Fantástico" atira de volta

A edição do programa "Fantástico" da noite deste domingo também deu prosseguimento à troca de acusações. Em reportagem mais curta que o concorrente, mostrou casos de fiéis que teriam sido coagidos a doar mais dinheiro do que poderiam.

Uma das entrevistadas dizia que após ter doado cerca de R$ 100 mil à Igreja Universal, não tinha mais dinheiro para comer e almoçava as amostras grátis distribuídas nos supermercados.

O "Fantástico" também citou o caso de Edson Luiz de Melo, ex-zelador, de 45 anos de idade, portador de um "diploma de dizimista" (veja imagem ao lado). Dulce Conceição de Melo, de 65 anos, mãe de Edson, entrou com a ação na Justiça contra a Igreja Universal do Reino de Deus por prejuízo de R$ 55 mil.

O mesmo programa mostrou uma mansão em Campos do Jordão que seria propriedade de Edir Macedo e que "virou ponto turístico" na cidade.

Guerra das TVs

A troca de acusações entre Globo e Record dominou o telejornal das duas emissoras na última semana, em uma escalada de acusações desencadeada pela abertura do processo no Ministério Público sobre lavagem de dinheiro e formação de quadrilha por parte dos líderes da Igreja Universal.

Na terça-feira, o "Jornal Nacional" veiculou reportagem de dez minutos sobre as acusações, ao lado de imagens de 1995 do bispo Edir Macedo ensinando pastores a convencer fiéis a doar dinheiro.

A resposta veio na noite seguinte. O "Jornal da Record", durante 14 minutos, fez ataques à Globo e mostrou obras de caridade mantidas pela Universal. Para a Record, a cobertura da concorrente é um "ataque direto e desesperado" de quem tem medo de perder "o monopólio dos meios de comunicação no Brasil". O texto afirmava "não ser novidade que a família Marinho usa a televisão para seu jogo de interesses" e que "o poder da família Marinho teve origem na ditadura militar".

Ao mesmo tempo, a reportagem da Globo (9,5 minutos) detalhava as acusações do Ministério Público contra a Universal e destacava que "a Promotoria concluiu que empresas de comunicação estão entre os que receberam ilegalmente" dinheiro de fiéis. Mostrava imagens de um templo para ilustrar a acusação de que "a religião é apenas um pretexto para a arrecadação de dinheiro".

Na quinta-feira, a Record ampliou a cobertura e, em 22 minutos, disse que, com os "ataques" da Globo, "a fé de todos esses fiéis foi ridicularizada". Insistiu ainda no foco no lado empresarial da Globo. "A ligação com o submundo dos golpes financeiros está presente na Globo desde o seu nascimento."

O "JN" do mesmo dia diminuiu o tempo destinado ao tema, para 6,5 minutos. Sempre citando o Ministério Público ou jornais, reforçou que "o dinheiro doado pelos fiéis para a caridade" acabou "usado em benefício do grupo de Edir Macedo".

A Globo fez nova reportagem na sexta-feira, de seis minutos e 15 segundos. Reproduziu reportagens de jornais e foi atrás do destino de R$ 10 milhões apreendidos com um líder da Universal em 2005. Informou que a igreja já fez seis recursos para reaver o dinheiro, mas não conseguiu convencer a Justiça.

Fonte: UOL e Folha Online


Pelo segundo dia seguido, a Rede Globo e a Rede Record trocaram ataques nesta quinta-feira dia 13/09 durante os principais telejornais das emissoras. O tema era o mesmo: as acusações contra o fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, bispo Edir Macedo, por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. As duas reportagens começaram exatamente às 20h34 e utilizaram entrevistas com políticos para sustentar seus argumentos.

Apesar da TV Record criticar o tempo utilizado pela concorrente para tratar do assunto, a emissora da Igreja Universal utilizou 22 minutos de seu telejornal, contra seis da Globo.

A reportagem do Jornal Nacional foi divida em duas partes. As informações da TV Globo foram baseadas em texto publicado nesta quinta-feira no jornal O Estado de S. Paulo, que dava conta de que o dízimo dos fiéis da Igreja Universal seria utilizado para a compra de imóveis sem relação direta com a instituição religiosa.

De acordo com dados da denúncia do Ministério Público obtidos pelo jornal e reproduzidos pelo telejornal, a compra de imóveis pela Rede Recordatingiu o valor de R$ 25,6 milhões. O repórter César Tralli informou que dízimos e ofertas só podem ser usados na igreja ou em obras sociais mas que, no caso da Universal, o dízimo sustentaria empresas que visam o lucro.

Ainda segundo dados do MP obtidos pelo Estado, em 2006 R$ 240 milhões foram desviados de fiéis e repassados para a Record. O apresentador do telejornal, Willian Bonner, informou que o advogado de Edir Macedo não quis gravar entrevista, mas disse que ainda não tem conhecimento da denúncia na íntegra porque está fazendo cópias do processo. O advogado ainda afirmou, segundo Bonner, que não leu a reportagem doEstado e que considera as denúncias infundadas.

A segunda parte da reportagem mostra parlamentares do Congresso Nacional pedindo celeridade nas investigações. O senador Alvaro Dias (PSDB-PR) exigiu esclarecimentos e disse esperar que o País tenha em breve uma resposta a todas as perguntas. Já o senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) afirmou que os fatos são graves e precisam ser apurados e esclarecidos.

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) disse achar as investigações importantes para não permitir que a "boa fé" das pessoas seja iludida. O deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) disse que, neste caso, a fé pode estar sendo usada de forma indevida. Já o deputado Antônio Carlos Panunzzio (PSDB-SP) espera que o julgamento tenha início em breve.

Em contrapartida, o deputado Bispo Rodovalho (DEM-DF) afirmou que a igreja pode utilizar qualquer instrumento para pregar o evangelho.

TV Record
O Jornal da Record começou a matéria mostrando trechos da reportagem veiculada pelo Jornal Nacional ontem. A emissora da Universal afirma que a concorrente exibiu "mais 10 minutos de agressões sem novidades" e voltou a comparar os tempo que teria sido dedicado por cada emissora ao assunto.

A Record afirmou também que a Globo desrespeitou a liberdade de manifestação religiosa ao "invadir" cultos da Igreja Universal com câmeras escondidas.

Apresentando a definição do dicionário da palavra "dízimo", a emissora defendeu o pagamento feito por fiéis às igrejas. A Record classificou a Globo como preconceituosa e, citando trechos do livro de Edir Macedo, sustentou que a Universal não impõe que as pessoas contribuam com parte do salário. A emissora da Universal também afirmou que o Jornal Nacional "ridicularizou símbolos" da igreja.

Nos ataques, a Record usou trechos do livro Afundação Roberto Marinho, de Roméro da Costa Machado, publicado na década de 80, que acusa a Rede Globo de desviar dinheiro público. Além disso, a reportagem afirma que a Globo causou um dos maiores prejuízos ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), quando contraiu um empréstimo para criar a Globo Cabo. A Record citou também um processo movido pelos herdeiros do ex-deputado Ortiz Monteiro, principal acionista da TV Paulista, hoje TV Globo São Paulo.

O telejornal voltou a afirmar que a concorrente parte para o ataque devido à queda de audiência que sofreu nos últimos anos. Segundo dados do Ibope divulgados pela emissora, a audiência média da Globo caiu de 50,1 pontos para 40,8 entre 2004 e 2009, enquanto a Record teria subido de 9,6 para 17,5 no mesmo período.

Antes de dar espaço para declarações de políticos, a Record usou 2 minutos para divulgar a nota do advogado Arthur Lavigne, que representa a Universal. Deram entrevista ao telejornal o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc; os senadores Cristovam Buarque (PDT-DF), Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), Wellington Salgado (PMDB-MG), Magno Malta (PR-ES) e Marcelo Crivella (PRB-RJ); e os deputados federais Marco Maia (PT-RS), Brizola Neto (PDT-RJ), Emiliano José (PT-BA) e Jô Moraes (PCdoB-MG).

Todos falaram da importância da democracia dos meios de comunicação e criticaram o monopólio da informação. Dos políticos entrevistados, apenas Marcello Crivella, que pertence à Universal, comentou diretamente as denúncias contra Edir Macedo. "O juiz recebeu a denúncia do Ministério Público, não aceitou. Ele abriu prazo para que a defesa apresente em dez dias seus argumentos. Quando ele souber que esse processo é o mesmo, que já foi julgado, ele não vai aceitar", disse.

No final da reportagem, a Record utilizou mais sete minutos para mostrar a vida de fiéis da Universal.

Enquete
O Jornal da Record mostrou em sua reportagem uma enquete feita pelo Terra nesta quinta-feira com a seguinte pergunta: "De que lado você está na 'guerra' entre Record e Globo?". O telejornal destacou que a maioria dos internautas (mais de 40%) optou pela emissora da Igreja Universal, contra cerca de 30% da concorrente. Até as 21h50 desta quinta-feira, 27% havia optado por "nenhuma das duas". O Terra esclarece que as enquetes publicadas em suas páginas não têm valor científico.

Redação Terra

A Rede Record e a Rede Globo trocaram acusações ao mesmo tempo na noite desta quarta-feira durante seus principais telejornais. Enquanto o Jornal Nacional voltava a dar espaço para as denúncias contra o bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, o Jornal da Recordbuscou elementos na história para criticar a concorrente, afirmando que a emissora da família Marinho sente sua audiência ameaçada.

O Jornal Nacional abriu sua edição com a notícia de que o Ministério Público de São Paulo pedirá ajuda internacional para rastrear movimentações financeiras na investigação contra Edir Macedo. O telejornal mostrou uma reportagem do jornal O Estado de S. Paulo segundo a qual dinheiro dos fiéis da Igreja Universal era desviado para a compra de empresas de comunicação. A Globo utilizou várias imagens de arquivo de fiéis doando dinheiro em cultos da Universal.

Já o telejornal da emissora de Edir Macedo segurou a reportagem sobre a Rede Globo, levando-a ao ar instantes depois do início do Jornal Nacional. A reportagem classificou a TV Globo como tendenciosa e afirmou que a emissora "nasceu de uma ação ilícita de um governo ditatorial". A TV do bispo da Universal também disse que a concorrente manipulou o processo eleitoral em 1989 ao editar um debate entre os então candidatos Fernando Collor de Melo e Luiz Inácio Lula da Silva.

A Record também citou o caso da Proconsult - tentativa de fraude para evitar que Leonel Brizola (PDT) ganhasse as eleições para o governo do Rio de Janeiro - e afirmou que a emissora de Roberto Marinho apoiou o regime militar. Para os ataques, a reportagem utilizou até mesmo uma fala de Brizola e um direito de resposta do ex-governador morto em 2004, lido pelo apresentador Cid Moreira no Jornal Nacional.

A troca de acusações partiu da notícia veiculada ontem de que a Justiça de São Paulo acatou denúncia contra Edir Macedo e outras oito pessoas. A Record disse que a TV Globo deu muito espaço para a notícia. Segundo a emissora de Edir Macedo, a reportagem da Globo tinha 10 minutos de duração, contra quatro minutos do SBT e dois da TV Bandeirantes.

Redação Terra

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