domingo, 30 de agosto de 2009

Brasil pode ter sua primeira Presidente evangélica

A ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, encaminhou, na quarta-feira, o pedido de desligamento do Partido dos Trabalhadores (PT), pelo qual militou por quase 30 anos, para filiar-se no Partido Verde (PV).

O PV quer contar com a senadora pelo Acre no seu palanque e inclusive já busca eventuais alianças para reforçá-la na disputa ao Palácio do Planalto, em 2010.

A mais de ano da eleição, o ingresso de Marina Silva na corrida à presidência da República altera o tabuleiro de xadrez que vinha se desenhando até aqui.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vinha apostando numa eleição plebiscitária, em que, entendia, seriam avaliados os oito anos do governo de Fernando Henrique Cardoso, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), em comparação aos oito anos do governo do PT.

Mesmo sem o aval de convenção partidária, Lula já tem candidata definida: a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Além de ter uma concorrente que não contava, a ex-companheira Marina Silva, Lula ainda terá que demover o deputado Ciro Gomes, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), da base aliada do governo, que também tem planos de disputar o Planalto.

A pressão de Lula é que Ciro concorra ao governo do Estado de São Paulo no próximo ano. Numa disputa presidencial plebiscitária, Dilma enfrentaria o governador de São Paulo, José Serra, que viria pelo PSDB. Uma vez candidata, Marina certamente tira votos de Dilma, que, nas intenções de voto aparece empatado com Ciro Gomes.

Nas conversas que vem mantendo com o PV, Marina insiste na defesa da sustentabilidade ambiental aliada ao desenvolvimento econômico, o qual, assinala, deve ser estratégico para o Brasil.

Sua candidatura, segundo o colunista Ancelmo Góis, de O Globo, agrada católicos de peso, como frei Betto e Leonardo Boff. Dos evangélicos, nada se ouviu até o momento.

A filiação de Marina ao PV deverá ocorrer no final do mês, quando da convenção do partido. O colunista de O Globo, Ilimar Franco, anunciou que o PV incluirá no seu estatuto uma "cláusula de consciência", permitindo aos seus filiados adotarem posições conflitantes com o programa partidário por razões religiosas.

Com a medida, o PV se ajusta às convicções da Marina Silva, pois ela é evangélica e contra a legalização do aborto.

Fonte: Portal Gospel TV

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Tony Blair diz que sociedade precisa deixar espaço para fé

Ex-primeiro-ministro da Grã Bretanha Tony Blair considera que "uma sociedade, para ser harmoniosa, tem de deixar espaço para a fé".

Ao intervir nesta quinta-feira ante 15 mil pessoas no "Meeting pela amizade entre os povos", organizado pelo movimento eclesial Comunhão e Libertação na cidade costeira italiana de Rímini, ele revelou aspectos de sua conversão ao catolicismo. 

De fato, confessou, quando "se preparava para entrar na Igreja Católica, tinha a sensação de que estava voltando para casa". 

Esta conversão, acrescentou, foi facilitada por sua mulher, que percebeu que a Igreja Católica era sua casa não só "pela doutrina ou o magistério, mas por sua natureza universal". 

O fundador da "Faith Fondation" citou ao longo de sua intervenção em várias ocasiões a recente encíclica Caritas in veritate de Bento XVI e assegurou que "vale a pena ser lida e relida, é um contra-ataque ao relativismo". 

Sublinhou desta forma a mensagem da encíclica, em que se afirma que sem Deus o homem não saberia para onde ir, por considerar que é de vital importância para um mundo globalizado como o de hoje. 

Sublinhou que um mundo globalizado, para que não se deixe dominar pelo poder, tem de ter uma força de contrapeso que busque o bem comum. 

Neste sentido, explicou que a Igreja, que é um modelo de instituição global, tem de entrar em jogo para enfrentar os problemas propostos pela globalização. 

Com respeito aos desafios de uma sociedade multicultural, reconheceu que a globalização nos faz encontrar com mais pessoas, mas é necessário manter nossa identidade característica. 

É necessário "respeitar as raízes judaico-cristãs dos países da Europa. Também se deve pedir respeito à identidade de nossos países, formada ao longo de milênios". 

Segundo Blair, com frequência a religião é vista como fonte de conflito, mas temos de demonstrar que a fé se empenha em construir a justiça". 

"Deste modo, mostraremos o verdadeiro rosto de Deus, que é amor e compaixão", declarou.

"A fé não é uma forma de superstição, mas a salvação para o homem. Não é uma fuga da vida. A fé e a razão estão aliadas, nunca em oposição. Fé e razão se dão apoio, se reforçam, não competem. Por isso a voz da Igreja é escutada, a voz da fé sempre deve ser escutada. Essa é a nossa missão para o século XXI".

Também fez referência à questão do processo de paz no Oriente Médio e assegurou que "Israel deve ter garantida sua segurança e os palestinos devem poder contar com um Estado independente".

Concluiu sua intervenção afirmando que "seria um grande sinal de reconciliação e esperança se a Terra Santa fosse um lugar de reconciliação e de paz".

Fonte: Zenit

Ministro da Justiça defende acordo com Vaticano e diz que projeto prevê manutenção do Estado laico


 ministro da justiça, Tarso Genro (foto), defendeu nesta quinta-feira o acordo firmado entre o Brasil e o Vaticano, aprovado pela Câmara na noite desta quarta-feira, 26, que estabelece acordos jurídicos, de ensino religioso público e de casamento na Igreja Católica. 

Por causa das reclamações de parlamentares, especialmente evangélicos, a Casa também aprovou outro acordo, que estende os mesmos benefícios para todas as religiões. 

Na opinião de Tarso, o acordo prevê a manutenção do Estado laico no país, apesar de um artigo estabelecer o ensino religioso nas escolas públicas brasileiras. 

"O acordo com o Vaticano reflete todas as disposições legais e constitucionais do país. Eu participei muito da discussão dele, não tem nenhum tipo de privilégio que não seja considerado um direito universal de qualquer igreja reconhecida no país. É um acordo que afirma a laicidade da estrutura constitucional do país", afirmou o ministro. 

O artigo que gerou mais polêmica no documento assinado com a Santa Sé foi o que diz que o "ensino religioso católico e de outras confissões religiosas, de matrícula facultativa, constitui disciplina dos horários normais de escolas públicas de ensino fundamental em conformidade com a Constituição". 

Evangélicos argumentaram que a palavra "católico" não trata as religiões igualmente. O Ministério da Educação também criticou o ponto, porque a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, ao falar sobre ensino religioso, não cita nenhuma fé específica e também veda a promoção de uma religião. 

Reportagem da Folha, publicada na edição de hoje, afirma que os deputados discutiram sobre a possibilidade de fazer uma ressalva, retirando a palavra do texto. Ao final, fechou-se um acordo para aprovar o texto na íntegra. No entendimento do presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), a ressalva só seria possível se validada pelo Vaticano. 

O documento relativo ao acordo com Vaticano diz ainda que o país assegurará as medidas necessárias para garantir a proteção dos lugares de culto da Igreja Católica e que o patrimônio cultural, artístico e histórico da igreja constituem parte relevante do patrimônio cultural brasileiro. 

Fonte: Folha Online

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Entidades evangélicas divulgam manifesto contra acordo entre Brasil e Vaticano


 Associação Vitória em Cristo, que faz parte do Ministério do pastor Silas Malafaia (foto) e o Cimeb (Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil) divulgaram nesta terça-feira um manifesto contra o acordo entre o Brasil e o Vaticano, que cria o Estatuto Jurídico da Igreja Católica no Brasil.

Eles ainda fizeram um apelo para que o Congresso Nacional não aprove o projeto.

"Este acordo beneficia a Igreja Católica na evangelização do povo brasileiro nos diversos segmentos da sociedade, incluindo hospitais, escola e forças armadas. A nossa nação não pode firmar aliança com qualquer credo religioso, ferindo o princípio da laicidade, inclusive com a quebra da isonomia nacional! Aproximadamente 70 milhões de brasileiros, que não são católicos, estão sendo discriminados. Temos a convicção de que a maioria do povo católico não concorda com um absurdo dessa grandeza, porque são pessoas democráticas", diz o manifesto. 

A Comissão de Relações Exteriores da Câmara aprovou na semana retrasada o acordo. O relator do texto, deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), afirmou que ele não fere a Constituição Federal, enfatiza a necessidade de relações internacionais com todos os povos e admite a aproximação com todas as religiões. 

Composto por 20 artigos, o acordo foi assinado pelo Brasil e pelo Vaticano em 2008 e submetido à Câmara. O texto estabelece normas, entre outros assuntos, sobre o ensino religioso, o casamento, a imunidade tributária para as entidades eclesiásticas, a prestação de assistência espiritual em presídios e hospitais, a garantia do sigilo de ofício dos sacerdotes, visto para estrangeiros que venham ao Brasil realizar atividade pastoral.

O acordo também reforça o vínculo não-empregatício entre religiosos e instituições católicas, ratificando regras já existentes.

Segundo o manifesto, a aprovação deste acordo dará à Santa Sé, por meio da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), "plenas condições de fechar acordos com o governo brasileiro, sem que jamais tenham de passar pelo Congresso Nacional". "É um verdadeiro 'cheque em branco' para a Igreja Católica. Isto é uma vergonha!." 

Nota da Redação: Para saber mais sobre este acordo entre o Brasil e o Vaticano leia os artigos do colunista Gilberto Garcia, clicando aqui

Fonte: Folha Online

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Assista o polêmico documentário sobre a Rede Globo produzido na década de 90 e adquirido pela Record



veja o vídeo

A Rede Record adquiriu, nesta semana, os diretos do documentário “Muito Além do Cidadão Kane” - produzido no início da década de 1990 pela britânica Channel 4 - que conta a história da fundação da Rede Globo e apresenta o empresário Roberto Marinho como figura principal do setor de comunicação do país. A informação é do jornal Folha de S.Paulo.

Veiculado pela primeira vez em 1993, no Reino Unido, o documentário - que faz menção a Charles Foster Kane, magnata das comunicações vivido pelo cineasta Orson Welles em “Cidadão Kane” - não é de responsabilidade da emissora britânica BBC, ao contrário do que é apontado pelaFolha Universal - veículo da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) - em seu site.

Segundo informações da Folha, o diretor da obra, Simon Hartog, dono da Channel 4, faleceu em 1992, antes que o trabalho fosse ao ar. Então, os direitos sobre o documentário foram transferidos a John Ellis, produtor e amigo de Hartog.

Ellis disse em entrevista à Folha que tanto a Globo quanto a Record tentaram adquirir os direitos do “Muito Além…” nos anos 1990, mas com intenções diferentes. Ele esclareceu, ainda, que em nenhum momento a Justiça brasileira embargou a exibição do filme, contrariando a informação do site da Folha Universal que relata que “um dia antes da estreia, a Polícia Militar recebeu uma ordem judicial para apreender cartazes e a cópia da película, ameaçando, em caso de desobediência, multar a administração do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro”, onde seria exibido.

“A igreja [Universal do Reino de Deus] já tinha uma filial em Londres naquela época [começo dos anos 90]. Mas percebeu que haveria uma disputa judicial com a TV Globo a respeito das muitas imagens retiradas da programação deles. Então decidiu não comprá-lo”, explica o produtor o motivo pelo qual a Iurd recuou em sua primeira intenção de comprar o documentário.

Ainda de acordo com informações da Folha, a Record comprou os direitos de “Muito Além do Cidadão Kane” por US$ 20 mil. O documentário teria custado de US$ 260 mil à companhia Large Door, à época, de propriedade de Hartog e Ellis.

Procurada pela reportagem do Portal IMPRENSA, a assessoria da Record disse que ainda não foi informada sobre a suposta aquisição do documentário.

Assista na íntegra o documentário publicado no Google Vídeo (duração: 1h33min):


quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Degelo pode deixar à deriva iceberg do tamanho de Manhattan

A ONG Greenpeace advertiu nesta quinta-feira sobre o risco de derretimento do glacial Petermann, na Groenlândia, por causa do aquecimento global. A organização alertou que a fragmentação da plataforma gelada deixaria à deriva uma superfície equivalente à ilha de Manhattan, em Nova York. As informações são do jornal espanhol El Mundo.

Desde o início do verão, a ONG realiza uma expedição para avaliar os impactos da mudança climática sobre a geleira de Sermilik, no Canadá. O Greenpeace lembrou que uma elevação na temperatura média global em cerca de 2°C poderia causar o degelo de grande parte das zonas geladas permanentes, elevando o nível mundial do mar em 7 m.

A ONG pediu ainda, de acordo com o diário espanhol, que os governos do mundo concordem em reduzir as emissões de CO2 em 40%, além de maiores investimentos nos países em desenvolvimento para combater o desmatamento na Amazônia, no Congo e na Indonésia até 2015.

Redação Terra

Vem aí o megaportal R7



Toda vez que a "Rede Record" investe em um novo projeto, o abalo na concorrência pode ser sentido facilmente e é quase óbvio: grupos de comunicação como a "Rede Globo" e a "Folha de S. Paulo" abrem enormes espaços em suas grades de programação e em suas páginas para atacar a Igreja Universal do Reino de Deus. Desta vez, a ameaça à concorrência surge com o megaportal "R7", previsto para entrar no ar em breve. 

O "R7" cria enorme expectativa no mercado de internet, porque trouxe para suas fileiras alguns dos melhores profissionais da internet brasileira, a maioria, egressos do portal "UOL", ligado à "Folha de S. Paulo" e ao "G1", portal do grupo "Globo", justamente os 
grupos que, na semana passada, armaram seus ataques. 

Foram contratados 150 jornalistas que irão produzir conteúdo exclusivo, além de contar com a utilização sistemática do material jornalístico e de entretenimento que faz sucesso na "TV Record" e na "Record News". 

Aliás, poucos meses após a "Record News" ser lançada, em setembro de 2007, como o primeiro canal de notícias 24 horas da tevê aberta brasileira, a "Folha de S. Paulo" publicou uma reportagem em que insinuava, sem provas ou embassamento algum, que o dinheiro das doações angariadas pela Igreja Universal tinha como destino paraísos fiscais. A reportagem trouxe indignação entre os membros da Igreja Universal que, ofendidos, entraram com ações judiciais contra o jornal. 

Com pouco mais de 1 ano no ar, a "Record News" alcançou um reconhecimento de veterana e no levantamento "Veículos mais admirados: o prestígio da marca", aparece entre os veículos de comunicação mais bem avaliados do País. 

Nesta pesquisa realizada pela Troiano Consultoria de Marca, aplicada pelo Instituto Qualibest e divulgada pelo jornal "Meio & Mensagem" no início deste ano, a "Globo News", canal de notícias do grupo "Globo" não figura entre os 10 mais bem avaliados.

Retrato de Michael Jackson pintado por Andy Warhol é vendido por milhões


Um dos famosos retratos de Michael Jackson pintados por Andy Warhol foi leiloado na terça-feira (18), em Nova York. A tela foi realizada em 1984, e nela Michael aparece com o visual daquele momento - fase "Thriller", com a jaqueta vermelha lendária, e os cabelos e nariz já modificados. Tudo embalado pelas cores e detalhes típicos dos quadros pintados pelo pai da Pop Art.





 

Reprodução

O Rei do Pop em versão Pop Art


 



O quadro foi vendido por vários milhões de dólares, segundo a agência AFP. Mas não foi divulgado o valor exato. O que se sabe é que a mesma tela tinha sido vendida em maio, num leilão da Sotheby's, por US$ 278,500. Com a morte do astro, o comprador daquele leilão resolveu vender a obra.



"Não podemos revelar o preço. O comprador e o vendedor chegaram a um acordo", afirmou Janet Lehr, da galeria Vered Art, em Long Island.

Inundações deixam 7 mortos e 300 mil desabrigados na Índia

Pelo menos sete pessoas, entre elas três crianças, morreram e mais de 300 mil estão desabrigadas devido às inundações causadas pelas fortes chuvas e a abertura de represas no estado indiano de Uttar Pradesh, informaram nesta quinta-feira fontes oficiais.

Quatro pessoas morreram no distrito de Bahraich nos últimos dois dias, onde cerca de 300 mil moradores de 185 municípios foram atingidos, disse à agência "Ians" o responsável do distrito Subash Sharma.

Reuters
Ponte destruída pela chuva em Siliguri, leste da Índia


No distrito de Lakhumpur Kheri, três crianças morreram e 200 municípios foram atingidos pelas inundações.

As autoridades locais iniciaram a evacuação nas localidades mais afetadas e estão acontecendo operações de ajuda e resgate.

Além disso, o aumento do nível dos rios e a abertura de represas em vários açudes próximos à fronteira com o Nepal causou inundações em outros cinco distritos de Uttar Pradesh.

Segundo fontes oficiais, os rios Rapti e Saryu estão acima do nível de alerta no trecho que passa pelo distrito de Shrawasti.

Reuters
Criança em rua alagada de Hyderabad, sudeste da Índia

Com a chegada da monção, um fenômeno meteorológico que castiga a Índia de junho a setembro, ocorrem grandes inundações nos estados com menos infraestrutura do país, nos quais morrem centenas de pessoas a cada ano.

As regiões mais atingidas costumam ser as empobrecidas Uttar Pradesh e Bihar, mas, este ano, as chuvas estão sendo menos intensas e em muitas áreas da Índia há secas e cortes de abastecimento.

Milhões de afegãos vão às urnas em meio a ataques do Talibã

Milhões de afegãos foram às urnas nesta quina-feira nas primeiras eleições presidenciais do país desde 2001, em meio a ataques de militantes do Talibã.

Segundo um comandante da polícia militar, os corpos de dois militantes foram recuperados depois de um tiroteio com a polícia em Cabul.

De acordo com a polícia, os dois militantes mortos eram extremistas suicidas - mas não está claro se eles detonaram as bombas ou foram mortos a tiros.

A polícia afirma que outros dois extremistas suicidas foram mortos antes de atingir seu alvo, na província de Paktia.

Na província de Baghlan, norte do país, um chefe da polícia distrital foi morto em um ataque do Talibã contra uma delegacia. Há informações que os choques continuaram, com mortes não confirmadas do lado do Talibã.

Também há informações de pequenos ataques com foguetes em províncias em todo o país.

A milícia Talibã já havia ameaçado atrapalhar as eleições nas quais o presidente Hamid Karzai concorre a um segundo mandato, mas segundo um porta-voz da ONU no país, a grande maioria dos postos de votação estava aberta.

Cerca de 300 mil soldados afegãos e de tropas internacionais foram destacados para garantir a segurança durante a votação.

Violência
Na capital, há várias barreiras de segurança, mas segundo o correspondente da BBC em Cabul Hugh Sykes, é difícil controlar extremistas suicidas andando a pé por causa das roupas largas usadas pelos homens, ou até por conta de militantes usando burkas femininas.

O Talibã anunciou ter infiltrado 20 extremistas suicidas em Cabul e a polícia acredita que 26 homens-bomba teriam entrado na capital.

Segundo o correspondente da BBC Ian Pannell, as ruas estavam quietas na capital, com a maioria das lojas fechadas, e as forças de segurança eram mais numerosas do que os pedestres.

Carros passavam nas ruas tocando músicas patrióticas e encorajando as pessoas a comparecer às urnas, disse ele. Cerca de 17 milhões de afegãos estão registrados para votar.

Na quarta-feira, a capital, Cabul, foi palco de uma nova onda de violência. Soldados enfrentaram insurgentes que haviam invadido um banco localizado a algumas centenas de metros do palácio presidencial. Três insurgentes morreram.

Nos últimos dois dias, 25 pessoas foram mortas em explosões e ataques no Afeganistão.

"Progresso"
O governo temia que a violência afastasse os eleitores dos postos de votação e, ao votar, o presidente, Hamid Karzai, pediu para que todos os eleitores afegãos compareçam às urnas "pela paz, pelo progresso e pelo bem-estar do país".

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, disse que, ao participar da votação, os afegãos contribuirão para "trazer vigor à vida política do país e reafirmar seu compromisso em contribuir para a paz e prosperidade da nação".

As informações são de que havia filas em alguns dos postos de votação

O ministro do Interior afegão disse que cerca de 35% do país se encontra em alto risco de ataques, e que os postos de votação não serão abertos nos oito distritos controlados pelo Talibã.

As pesquisas indicam que Hamid Karzai é o favorito, com 45% das intenções de votos. O segundo colocado nas pesquisas, o ex-ministro do Exterior Abdullah Abdullah tem 25% das preferências.

Além da onda de violência, a BBC descobriu ameaças de fraude e corrupção às eleições presidenciais.

Milhares de títulos eleitorais teriam sido postos à venda e milhares de dólares oferecidos em suborno para a compra de votos.

Os resultados preliminares das eleições devem ser divulgados neste sábado. Caso o candidato vencedor não conquiste mais do que 50% dos votos, um segundo turno será realizado em outubro.