segunda-feira, 13 de julho de 2009

Casais à beira do divórcio deveriam ser obrigados a 'dar tempo', diz estudo


asais à beira do divórcio deveriam ser obrigados a "dar um tempo" de três meses antes de entrarem oficialmente com o pedido na Justiça, segundo recomenda um relatório realizado pela think tankbritânica Centre for Social Justice, dirigido pelo ex-líder do Partido Conservador Iain Duncan Smith. 

O documento, intitulado "Every Family Matters" ("Toda família tem seu valor", em tradução livre), defende o intervalo de três meses para que maridos e esposas reflitam sobre seu casamento e avaliem a possibilidade de reconciliação.

O relatório sugere ainda que o governo adote uma série de medidas que poderiam "salvar uniões salváveis", como uma rede de centros de aconselhamento psicológico gratuito para casais antes e durante o casamento, seguindo o modelo de um programa adotado na Austrália.

Segundo o documento, noivos deveriam ser incentivados a participar de cursos sobre o casamento.

Expectativas

O documento recomenda também que as autoridades britânicas apliquem incentivos fiscais para estimular o casamento, e critica planos do governo de oferecer direitos a casais não casados.

Em entrevista à BBC, Duncan Smith disse que os jovens de hoje têm "expectativas incrivelmente altas" em relação ao casamento, em comparação com seus avós.

"Com tantas famílias desestruturadas vivendo ao redor desses jovens, é até irônica a expectativa que eles colocam no casamento", afirmou.

"Mas a ideia de compromisso - de dois vivendo como um - parece estar desaparecendo", completou.

O relatório, a ser publicado nesta segunda-feira, defende ainda que o casamento beneficia toda a sociedade.

"As pessoas casadas são estatisticamente mais inclinadas a cumprir a lei e a se envolver em atividades que apoiam a nação", afirma o documento.

"O fim do casamento e de outros relacionamentos menos estáveis geram gastos para a sociedade - não apenas os custos de diretos de manter pais solteiros, mas também o impacto indireto em empregos, educação, saúde e criminalidade."

Fonte: BBC Brasil

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