terça-feira, 23 de junho de 2009

Governo de SP pede que paulistas deixem de viajar para Argentina e Chile

Medida foi tomada por causa de risco de contágio da nova gripe.
Comunicado foi emitido pela Secretaria do Estado da Saúde.

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A Secretaria do Estado da Saúde divulgou uma nota, no final da manhã desta terça-feira (23), em que pede que as pessoas que moram no estado de São Paulo evitem viajar para a Argentina e para o Chile. A medida foi tomada em “em razão do risco de contágio pelo vírus da gripe A H1N1, popularmente conhecida como gripe suína”.

A medida foi tomada ainda com base em estatísticas feitas pela secretaria. Um balanço da instituição mostra que 40% dos 116 casos da nova gripe registrados no estado até a segunda-feira (22) foram de pacientes que se contaminaram durante viagem a Argentina. O Chile corresponde a 5,1% dos casos da gripe entre os paulistas. Um percentual de 15,5% dos pacientes adquiriram a doença nos Estados Unidos e 2,5% no Canadá.

Embora os Estados Unidos tenham sido o segundo país com maior percentual de pessoas que voltaram de viagens contaminadas, de acordo com a secretaria, a restrição não foi estendida àquele país porque a maior parte dos casos foram verificados logo no surgimento da doença e também porque naquele país o inverno, período em que é maior a transmissão desse tipo de doença, está acabando. O contrário ocorre com a Argentina, que concentra o maior número de casos recentes e onde o inverno está começando. O mesmo ocorre com o Chile.

São Paulo tem 149 casos confirmados da nova gripe e há outros 69 pacientes sob suspeita. Até o momento, não há registro de mortes relacionadas à doença.

De acordo com a secretaria, a recomendação também vale para outros países da América do Sul que registram transmissão da doença. O comunicado sobre a recomendação foi também enviado nesta manhã para o Ministério da Saúde. Além desses, os outros países apontados como locais prováveis de infecção foram França, Inglaterra, México e Uruguai.

Pela nota, grávidas, pessoas imunodeprimidas - como pacientes com câncer e em tratamento de Aids -, crianças menores de 2 anos e idosos terão restrição especial, uma vez que “o risco de terem complicações em decorrência da infecção pelo vírus da nova gripe é maior nesses grupos”.

Ainda segundo pesquisa da secretaria, a idade média dos pacientes contaminados com a doença é de 27 anos. A faixa etária entre 21 e 30 anos representa 31% dos casos; seguida pela faixa de 31 a 40 anos, com 15,5% do total de contaminados. A maior parte dos casos confirmados, 54,3%, são homens.

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