sexta-feira, 29 de maio de 2009

Coreia do Norte lança novo míssil de curto alcance


A Coreia do Norte lançou um novo míssil de curto alcance no Mar do Japão, informou nesta sexta-feira a agência de notícias sul-coreana "Yonhap". Os norte-coreanos não confirmam o lançamento.

Segundo a "Yonhap", a Coreia do Norte disparou um míssil terra-ar de curto alcance da base de Musudan-ri, no nordeste do país, por volta das 18h12 hora local (6h12 horário de Brasília). O último projétil seria de um novo tipo, diferente dos anteriores, capaz de alcançar uma distância de 160 quilômetros, de acordo com a agência de notícias.

Desde o começo da semana, o regime norte-coreano já disparou seis mísseis de curto alcance, todos na sua costa oriental, e efetuou, na segunda-feira, seu segundo teste nuclear subterrâneo. A Rússia afirmou que a magnitude do teste foi de até 20 quilotons, equivalente à bomba atômica lançada sobre a cidade japonesa de Nagasaki no fim da Segunda Guerra Mundial. 

Nesta sexta-feira, o regime comunista norte-coreano ameaçou com novas medidas em defesa própria, se o Conselho de Segurança da ONU aprovar novas sanções em represália por seu teste nuclear.

A Coreia do Norte advertiu a ONU que a aprovação de novas sanções contra seu teste atômico poria fim ao armistício em vigor desde 1953 na península coreana.

"Uma atividade hostil do Conselho de Segurança da ONU será equivalente à anulação do acordo de armistício da Guerra da Coreia (1950-53)", disse hoje o Ministério de Exteriores norte-coreano em comunicado publicado pela agência oficial "KCNA".

Nunca foi feito um tratado de paz para a Guerra da Coreia (1950 - 1953), apenas a assinatura de um armistício, proposta pela Índia, entre China, Coreia do Norte e Estados Unidos, em representação do 
exército pela bandeira da ONU.
Na quinta-feira, os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (EUA, Rússia, China, França e Reino Unido) se manifestaram a favor de impôr alguma sanção ao teste nuclear da Coreia do Norte. 

As cinco potências, ao lado de Japão e Coreia do Sul, pretendem apresentar na semana que vem um projeto de resolução mais firme do que o aprovado em 2006, após o primeiro teste nuclear subterrâneo dos norte-coreanos.

Em conversa por telefone na quinta-feira (28) à noite, o primeiro-ministro do Japão, Taro Aso, e o premiê britânico, Gordon Brown, concordaram sobre a necessidade de uma nova resolução da ONUque inclua sanções adicionais ao regime de Pyongyang. O governo japonês também destacou o papel da Rússia na aprovação de uma nova resolução.

Disputa naval
A Coreia do Sul acredita que Pyongyang esteja preparando novas provocações depois que barcos de pesca chineses foram vistos deixando as águas fronteiriças do Mar Amarelo. Muitos acreditam que o Norte possa optar por um confronto naval, já que a região deveria estar cheio de barcos pesqueiros devido ao início da temporada de pesca do caranguejo.

"Nossas forças estão observando esse movimento (dos barcos de pesca chineses) tendo em mente que eles podem ser sinais para a possibilidade de uma agressão da Coreia do Norte", disse o porta-voz do Ministério da Defesa sul-coreano, Won tae-jae

No entanto, Geoff Morrell, porta-voz do Pentágono, afirmou que os EUA não viram sinal de atividade militar que acompanhe a "linguagem agressiva" da Coreia do Norte nos últimos dias.

As Coreias travaram duas disputas navais nos últimos dez anos, em 1999 e em 2002, e Pyongyang afirmou que uma próxima pode acontecer em breve.

As duas batalhas mais recentes aconteceram em junho, época em que a temporada de pesca do caranguejo está em seu pico no Mar Amarelo. É nesse mês que os pesqueiros disputam os melhores pontos, perto da problemática fronteira marítima entre Coreia do Norte e Coreia do Sul. 

"Agora que falam sobre uma guerra, nós, pescadores, estamos preocupados", disse Kim Jae-sik, um pescador de 48 anos da ilha Yeonpyeong. A ilha se localiza em águas que Pyongyang diz ser suas, mas que foram ocupadas por Seul desde a Guerra da Coreia, na década de 1950.


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