quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Brasileira grávida perde gêmeos ao ser agredida por neonazistas na Suíça

A advogada brasileira Paula Oliveira, 26, foi agredida por um grupo de neonazistas ao sair de uma estação de trem nos arredores de Zurique, na Suíça, nesta segunda-feira (9), de acordo com o Itamaraty.

Grávida de três meses, Oliveira foi espancada, teve o corpo cortado por estiletes, e acabou perdendo os bebês. Advogada, ela trabalhava legalmente na Suíça. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil acredita que seja um crime de motivação racial.

Reprodução/TV Globo
A advogada Paula Oliveira, 26, perdeu gravidez de gêmeos após ser atacada por neonazistas nos arredores de Zurique, Suíça
A advogada Paula Oliveira, 26, perdeu gravidez de gêmeos após ser atacada por neonazistas nos arredores de Zurique, Suíça

Oliveira está com "o corpo totalmente retalhado --rosto, braço, pescoço, tórax, talvez uma centena de ferimentos", disse Paulo Oliveira, pai da advogada, ao "Jornal Nacional".

"Em duas, três partes do corpo, estão gravadas a sigla de um dos partidos que fazem parte do governo suíço", completou.

A brasileira falava ao telefone em português com sua mãe, no Brasil, enquanto caminhava na direção da casa onde mora com seu companheiro suíço quando foi abordada pelo grupo. De acordo com o Itamaraty, eles a levaram a uma área deserta perto da estação, onde as agressões foram cometidas. Um dos homens teria uma inscrição neonazista tatuada na cabeça.

Os pais de Oliveira viajaram nesta terça-feira para acompanhar a sua recuperação. Oliveira foi internada em um hospital de Zurique e deve receber alta nesta quarta-feira.

Membros do corpo consular brasileiro visitaram a advogada e entraram em contato com as autoridades policiais do local para exigir rigor nas investigações sobre o crime.

Na semana passada, uma brasileira foi queimada viva do lado de fora de uma casa noturna na Califórnia.

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