segunda-feira, 17 de novembro de 2008

A FAMA E AS DROGAS

A FAMA E AS DROGAS

Como disse no post anterior, Fábio Assunção não é a única celebridade que se afunda no mundo das drogas ou do álcool. Vários outros artistas de rostos lindos e músculos durinhos (alguns nem tanto), ídolos de uma legião de jovens e adolescentes (e de adultos também) enveredam-se por esse mundo tenebroso do vício. Abaixo, parte da reportagem da Revista Veja que fala um pouco sobre esse assunto e demonstra como o uso das drogas no mundo das celebridades começa de forma "recreativa" e "inspiradora", mas depois culmina em terríveis consequências.

Extraído da Edição 2087 da revista Veja

Ronaldo França e Silvia Rogar

O mundo das celebridades, no Brasil ou fora daqui, é permissivo em relação às drogas. Seu consumo é considerado "recreativo", ou, nos casos mais estúpidos, "inspirador". O uso dessas substâncias entre esse grupo de pessoas é consentido, quando não é claramente valorizado como parte da experimentação que deve acompanhar o ato de criação artística. Na era das "clínicas de rehab" (reabilitação), fazem sucesso os reality shows americanos sobre a maneira como gente famosa, bonita e bem-sucedida lida com a dependência química. O subtexto desses shows é espúrio: eles dão a entender que a devastação provocada pelo vício pode sempre ser detida no último instante. Isso, claro, não é verdade. As drogas pesadas são problema sério para quase 26 milhões de pessoas no mundo de acordo com a ONU – a maioria nos grandes centros urbanos. Elas matam 200.000 pessoas por ano. Só no Brasil, há 870.000 usuários. No âmbito privado, a dependência química acaba com relacionamentos e inviabiliza o trabalho. É uma doença. Ponto.

Uma das dificuldades para lidar com a dependência da droga é que a linha que separa o uso recreativo do mergulho no vício é muito tênue. "Em geral, a pessoa vai se tornando viciada sem se dar conta", diz o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Segundo ele, são poucos os que conseguem se manter como usuários ocasionais da droga. "Isso até acontece, mas a proporção é ínfima", diz Laranjeira. Raramente alguém admite que tem problemas nessa área e busca tratamento. E mesmo esse caminho é difícil. Em geral, apenas 20% dos pacientes que começam o tratamento dão continuidade a ele. O script, nesses casos, costuma ser o seguinte: uma ou duas semanas depois de iniciado o tratamento, a pessoa se sente autoconfiante e tende a retomar a convivência com as mesmas pessoas e a freqüentar os mesmos lugares. O resultado é que acaba voltando a cheirar, a fumar ou a picar-se.

SEM GLAMOUR

De atores globais a estrelas do show business internacional, não faltam exemplos de quem afundou nas drogas. Alguns morreram no auge do sucesso. Outros amargam um ostracismo precoce por causa do vício

Elis Regina
A cantora morreu em 1982, aos 36 anos: overdose de cocaína
   

 

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