sexta-feira, 11 de julho de 2008

Obama diz que McCain é parte da "política falha" de Washington

Obama diz que McCain é parte da "política falha" de Washington
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da Associated Press, em Washington

O provável candidato democrata à Casa Branca Barack Obama disse, nesta sexta-feira, que o rival republicano John McCain é mais um político típico de Washington, que é em parte culpado pela dependência dos EUA em petróleo estrangeiro.

Em comício em Ohio, Obama falou sobre os preços altos dos combustíveis e concordou com o comentário de McCain de que a dependência energética "está sendo construída há 30 anos e foi causada pela falha dos políticos de Washington de pensar a longo-prazo". Contudo, completou, "McCain esteve em Washington por 26 destes anos".

Nesta época, ressaltou ainda, o republicano "conseguiu pouco para ajudar a reduzir a dependência em petróleo e foi parte da falência" em lidar com a crise energética.

Esta tem sido uma das estratégias ofensivas centrais da campanha de Obama, que quer associar o veterano McCain com as políticas "velhas" de Washington, as quais Obama promete mudar.

Os eleitores preocupam-se com a crise econômica que elevou os custos do combustível, levando o tema ao centro do debate eleitoral.

Os dois presidenciáveis aproveitam para oferecer suas propostas para resolver os problemas econômicos. Do lado democrata, Obama focou no gasto com fontes de energia alternativas.

Ataques

No seu primeiro anúncio negativo da campanha pelas eleições gerais, Obama chamou McCain de "parte do problema" dos altos custos dos combustíveis. No vídeo de 30 segundos, Obama lança de volta às críticas republicanas.

Obama também aproveitou a polêmica em torno dos comentários de um dos assessores de McCain para desenhar o seu rival como alguém que não conhece a realidade norte-americana.

Phil Gramm, conselheiro econômico do republicano, disse em entrevista ao "Washington Times" que o país vive uma "recessão mental" e que se transformou em uma nação de "reclamões".

Embora McCain tenha descorado publicamente do assessor, Obama não perdeu a chance de criticar o republicano.

"A América já tem um Dr. Phil. Nós não precisamos de outro quando se trata de economia", disse, causando risos na platéia com a referência ao psicólogo da televisão americana Phil McGraw. Phil Gramm também tem um doutorado.

Obama aproveitou para ressaltar a imagem de seu rival como alguém que não conhece a situação real dos americanos. E a audiência concordou quando o democrata leu os comentários de Gramm, contrastando-os com os preços atos da gasolina, falências de hipotecas e nível de desemprego.

"Não está apenas na sua imaginação", disse Obama, em um comício na Virgínia focado em fazer as mulheres avançarem economicamente. 'Sejamos claros. Esta crise econômica não está em sua cabeça', disse.

"Não é choramingar quando pedimos ao governo para agir e dar as famílias algum alívio", disse, causando uma grande ovação das cerca de 3.000 pessoas presentes. "E eu acho que é hora de um presidente que não nega nossos problemas ou culpa o povo americano por eles, mas que toma responsabilidade e providencia a liderança para resolvê-los", disse Obama.

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