segunda-feira, 30 de junho de 2008

Petróleo passa de US$ 143 em NY e crava novo recorde

Petróleo passa de US$ 143 em NY e crava novo recorde
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da Folha Online

O petróleo ultrapassou a marca dos US$ 143 nesta segunda-feira na Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês), com as expectativas de um dólar mais fraco levando os investidores a procurar investimentos mais seguros, como os contratos futuros de commodities.

Às 10h59 (em Brasília), o barril do petróleo cru para entrega em agosto, negociado na Nymex (Bolsa Mercantil de Nova York, na sigla em inglês), estava cotado a US$ 142,14 (alta de 1,38%). Pouco antes, o barril havia chegado ao recorde de US$ 143,67. Em Londres, o barril do petróleo Brent chegou a ser cotado a US$ 143,91.

"Os fatores principais por trás a alta de hoje são a fragilidade do dólar e as tensões geopolíticas, principalmente envolvendo o Irã", disse à agência de notícias Associated Press (AP) o estrategista de commodities David Moore, do Commonwealth Bank of Australia em Sydney.

A Eurostat (a agência de estatísticas da União Européia) informou hoje que a taxa anualizada de inflação na zona do euro aumentou no mês de junho para 4%, contra 3,7% do mês anterior. Se o dado for confirmado, o índice de preços ao consumidor da região irá cravar um novo recorde na série histórica que começou em 1997. A evolução dos preços nos países do euro poderia levar o BCE (Banco Central Europeu) a adotar uma alta de taxas de juros em sua próxima reunião --de 4% para 4,25% ao ano. Uma alta de juros do BCE pode afetar ainda mais o câmbio entre o dólar e o euro, o que faria o preço do petróleo (que já ultrapassou a marca de US$ 143) subir ainda mais.

A queda do dólar diante do euro facilita a entrada de novos compradores no mercado petrolífero: como o barril da commodity é negociado em dólar, a desvalorização do dólar diante da moeda européia torna o petróleo mais acessível, pressionando a demanda.

Ontem, o ex-presidente iraniano Ali Akbar Hashemi Rafsanjani disse à rede de TV "Al Jazira" descartar um ataque de Israel às instalações nucleares do Irã, mas alertou que o país se arrependerá se decidir lançar um ataque ao Irã. "Descarto que Israel tome essa medida, mas caso a leve em frente, se arrependerá, porque nossa reação militar será decisiva", disse.

As manobras das forças aéreas israelenses este mês geraram especulações no mundo todo sobre se Israel está se preparando para atacar as instalações nucleares iranianas

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