terça-feira, 24 de junho de 2008

Mundo: Ataques do Taleban no leste do Afeganistão aumentaram 40%, dizem EUA

Ataques do Taleban no leste do Afeganistão aumentaram 40%, dizem EUA
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da Folha Online

Os ataques do Taleban [grupo extremista islâmico deposto do Afeganistão por uma coalizão liderada pelos EUA no final de 2001] no leste do Afeganistão aumentaram 40% nos cinco primeiros meses de 2008 comparado com igual período de 2007, segundo o comandante militar dos Estados Unidos na região, Jeffrey Schloesser.

"Tivemos um aumento de 40% no número de ataques inimigos contra nossa coalizão e nossos parceiros afegãos" nos cinco primeiros meses de 2008 em relação a igual período de 2007, disse Schloesser durante uma teleconferência no Pentágono.

Arte Folha Online

"Os ataques não deixam de aumentar a cada ano desde 2002" na zona, acrescentou, precisando que 40 militares e outras pessoas foram mortas desde o começo de abril.

No final de 2007, mais de 140 ataques deste tipo ocorreram no país.

O mais letal foi cometido no fim de novembro e matou 80 pessoas, entre elas seis parlamentares e 59 alunos que visitavam uma refinaria de açúcar. O símbolo era forte: o ataque foi realizado no norte na Província de Baghlan, quando a insurreição concentra-se sobretudo no sul e leste, e os alvos foram representantes do regime democrático.

As baixas também são elevadas entre os 60 mil soldados estrangeiros, em maioria norte-americanos, que sustentam o frágil governo do presidente Hamid Karzai e o ajudam a reconstituir forças: 220 soldados morreram em 2007, a maioria em combates, contra 191 em 2006.

No entanto, é a polícia afegã que sofreu mais nessa onda de violência, já que teve 700 mortos no período.

Mortes

No total, no ano passado, 6.000 pessoas morreram, sobretudo rebeldes, que se beneficiavam, segundo autoridades afegãs, do apoio do Paquistão, país vizinho que está sob pressão internacional para neutralizar suas zonas pró-taleban ao longo da fronteira com o Afeganistão.

Mohammad Akbar, um chefe tribal da Província de Candahar --onde os talebans iniciaram a tomada do país nos anos 90-- afirma que o Estado não soube se aproximar do povo.

Em visita, em dezembro, ao Afeganistão, o secretário americano de defesa, Robert Gates, disse que o aumento da violência respondia a uma ofensiva mais agressiva contra os insurgentes.

Musadeq Sadeq/AP
Refugiados afegãos retornam às suas vilas após tropas estrengeiras retomarem distrito de Candahar dominado pelo Taleban
Refugiados afegãos retornam às suas vilas após tropas estrengeiras retomarem distrito de Candahar dominado pelo Taleban

Gates pediu aos países aliados que aumentassem suas tropas na Força Internacional de Assistência e Segurança (Isaf) da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), dando apoio ao secretário-geral desta organização, Jaap de Hoop Scheffer, que acredita que é preciso enviar ao Afeganistão um número de tropas suplementares, correspondente à décima parte do efetivo atual.

Desde fins de 2001, bilhões de dólares foram destinados à reconstrução do Afeganistão, mas esta ajuda vem sendo ameaçada pela insurreição que matou 41 agentes humanitários.

Um informe publicado em novembro coloca o Afeganistão entre os cinco últimos países no Índice Geral de Desenvolvimento, ao mesmo tempo em que nesta nação o cultivo do ópio deu um salto em 2007 a ponto de representar agora 93% do mercado mundial da droga.

Com France Presse

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