segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Corpo de d. Aloísio Lorscheider é velado na catedral de Porto Alegre

Corpo de d. Aloísio Lorscheider é velado na catedral de Porto Alegre

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da Folha Online
da Folha de S.Paulo
da Agência Folha, em Porto Alegre

O corpo do cardeal d. Aloísio Lorscheider, 83, arcebispo emérito de Aparecida (167 km a nordeste de São Paulo) e ex-presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), é velado na cripta da Catedral Metropolitana de Porto Alegre (RS) desde ontem. O cardeal morreu às 5h20 de ontem no Hospital São Francisco (RS) em decorrência da falência múltipla de órgãos.

O corpo de d. Aloísio será velado até às 20h de amanhã (25). Depois, irá para a nave central da igreja, onde permanecerá até quarta-feira (26). Às 9h30 de quarta, será celebrada uma missa pela Província Franciscana e, às 18h, o arcebispo de Porto Alegre, d. Dadeus Grings, irá realizar a "missa de exéquias", que é o ritual de corpo presente.

Na noite de quarta-feira, o corpo seguirá para Imigrante, cidade vizinha a Estrela (109 km de Porto Alegre), onde d. Aloísio nasceu em 8 de outubro de 1924. Lá, será velado por mais uma noite, até o horário do enterro, marcado para as 17h de quinta-feira (27) no Cemitério dos Franciscanos Daltro Filho.

Dom Aloísio estava internado no hospital desde 28 de novembro com problemas cardíacos e renais. Seu estado de saúde piorou e foi considerado grave no último dia 11, quando sofreu um derrame (acidente vascular isquêmico) e entrou em coma profundo.

Sua atuação pastoral foi marcada pelas críticas contra o regime militar. Em entrevista à Folha, em 2005, d. Aloísio afirmou que sabia que era perseguido pelos militares, por "defender quem julgava que deveria defender".

Biografia

Nascido em uma família alemã na cidade de Estrela (RS) em 8 de outubro de 1924, d. Aloísio foi ordenado sacerdote em 1948, em Divinópolis (MG). A ordenação como bispo só aconteceu em 1962.

Ele foi presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) entre 1971 e 1979. Antes, entre 1968 e 1971, foi secretário-geral da entidade.

O religioso também foi presidente do Celam (Conselho Episcopal Latino Americano) entre 1976 e 1979.

Dom Aloísio foi nomeado cardeal-arcebispo de Fortaleza (CE) em 1973. Em 1995, com problemas cardíacos, ele solicitou ao papa João Paulo 2º sua transferência para uma diocese menor. Foi atendido e transferido para Aparecida.

Em 2000, com 76 anos, d. Aloísio anunciou sua renúncia. Pelas regras da Igreja Católica, ele foi obrigado a renunciar ao cargo por ter passado dos 75 anos.

Na ocasião, ele afirmou que se fosse por vontade própria continuaria em Aparecida. "Mas não sou eu quem decide isso", disse.

No dia 28 de janeiro de 2004, ele recebeu a notícia da aceitação de sua renúncia. No dia 25 de março de 2004 entregou a Arquidiocese de Aparecida para d. Raymundo Damasceno Assis. Em seguida, retornou para o Convento dos Franciscanos, em Porto Alegre (RS), onde passou seus últimos dias.

Comentários dos leitores
Renato Figueiredo (1) 24/12/2007 12h10
BELO HORIZONTE / MG
Clamo pela LUCIDEZ de todos: nada de "santo súbito", POR FAVOR! ! ! sem opinião
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Nelson Silva (1) 24/12/2007 08h42
SAO GONCALO / RJ
Mesmo sendo eu ateu, sempre admirei a coragem e a postura de Dom Aloíso. Fará falta. 6 opiniões
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Victor Hugo Albernaz (1) 23/12/2007 23h41
RIBEIRAO PRETO / SP
São quatro os tempos: antes, agora, depois e sempre.
No sempre é a morada de Deus. E também de D. Aloisio Lorcheider.
Por isso ele está FELIZ e quer que todos sejam FELIZES.
FELIZ ANO NOVO a todos crentes e não crentes.
Víctor Hugo
2 opiniões
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