segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Candidato não pode se abater com reprovação


Candidato não pode se abater com reprovação

da Folha de S.Paulo

Além de toda a responsabilidade de escolher uma carreira e a pressão envolvida, os nervos ficam ainda mais à flor da pele quando o vestibulando não encontra seu nome na lista de aprovados ou de convocados para a segunda fase.

"É importante que o candidato não se deixe abater se não passar em um dos vestibulares. Há outros processos seletivos pela frente e a frustração pode influenciar negativamente no seu desempenho", afirma Edmilson Motta, coordenador do cursinho Etapa.

"O insucesso não pode servir de desmotivação. Muitas vezes o nível dos candidatos é parecido, e como a concorrência é bastante grande, então, não haverá jeito, muitos ficarão mesmo de fora", pondera Motta.

"O momento de reprovação é realmente de muito estresse. Aparecem dúvidas sobre o que fazer em seguida e como a família irá lidar com a notícia", concorda Elaine, porta-voz voluntária do CVV (Centro de Valorização da Vida).

O serviço de aconselhamento, via telefone, e-mail ou pessoalmente, registra mais ligações de jovens no mês de julho e nesta época do ano, quando acontecem os vestibulares.

"É uma fase de muita ansiedade e há não só a pressão da família mas a autocobrança também", diz Elaine, que não revela o sobrenome porque o serviço mantém a identidade dos voluntários sob sigilo.

Quem liga também tem o anonimato garantido. "Não temos bina nem rastreador. A conversa não é gravada e tampouco anotamos os assuntos."

A pessoa pode telefonar para o 141 (custo de um pulso normal de uma ligação), 24 horas por dia, de qualquer parte do país, ou ir a um dos postos, que funcionam em geral das 7h às 20h. Os endereços estão no site www.cvv.org.br.

A partir do segundo semestre de 2008, o CVV passará a ter um bate-papo on-line com o objetivo de se aproximar ainda mais dos jovens.

Otimismo

Yuri Antunes Salomoni, 19, não passou para a segunda fase da Fuvest por um ponto, mas não desanimou. "Estou otimista com a Unicamp. Pela correção do gabarito, acho que fui bem", conta o candidato a uma vaga em engenharia.

Kátia Laporte, 31, resolveu voltar aos bancos escolares para tentar a tão sonhada vaga em uma universidade. Técnica agrícola, ela decidiu deixar a empresa onde trabalhava com paisagismo e começar a fazer cursinho pré-vestibular.

"Sempre gostei muito de letras. Penso em, depois de formada, talvez escrever sobre a área agrícola, onde já tenho alguma experiência", afirma.

Na primeira fase da Fuvest, Kátia fez 42 pontos, dois pontos somente acima da nota de corte. "Vou aproveitar os dias que faltam até as provas para me dedicar ainda mais." (FC)


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                  Luis Martins
                 Conferencista
          jornalgenesis@gmail.com
      www.jornalgenesis.blogspot.com

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