sexta-feira, 27 de julho de 2007

Novo ministro da Defesa visita local de acidente com vôo 3054


O novo ministro da Defesa, Nelson Jobim, visita na manhã desta sexta-feira os escombros do acidente com o vôo 3054 da TAM, ocorrido há dez dias, na zona sul de São Paulo. Mais cedo, ele fiscalizou as obras na pista principal do aeroporto de Congonhas, que está interditada desde o acidente para exames periciais. A pista deve ser reaberta nesta sexta-feira.
O novo ministro está acompanhado do comandante da Aeronáutica, Juniti Saito, do secretário estadual da Segurança Pública, Ronaldo Marzagão, e de uma comitiva de mais de 50 pessoas entre militares, agentes da Polícia Federal e bombeiros.
Depois da passagem por Congonhas e pelo local do acidente, o ministro irá ao IML (Instituto Médico Legal), na zona oeste da cidade, onde são realizados os trabalhos de reconhecimento dos corpos das cerca de 200 vítimas da tragédia.
Mais tarde, após um almoço, o novo ministro terá reuniões com o governador José Serra (PSDB) e o prefeito Gilberto Kassab (DEM).
Das 6h às 10h desta sexta, quase 48% das 73 saídas programadas para Congonhas foram canceladas pelas companhias aéreas. Elas tentam reacomodar os passageiros prejudicados no começo da semana, quando a pista auxiliar de Congonhas ficou fechada devido à chuva por muitas horas e a TAM e a Gol se recusaram a operar no terminal com pista molhada.
Missão
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ordenou que Jobim fosse a São Paulo ainda durante sua cerimônia de posse do ministro, anteontem (25), no Palácio do Planalto. De acordo com Jobim, a prioridade do governo federal no setor aéreo é garantir a segurança do vôo e acabar com a suposta falta de comando no setor.
"Não pode deixar haver mais comandos fora de regência. Tem que funcionar como orquestra. E o maestro sou eu. A música e composição são do presidente. Eu executo isso."
Homenagem
Ontem (26), durante a cerimônia de transmissão de cargo do Ministério da Defesa, Jobim pediu um minuto de silêncio em homenagem aos mortos no acidente. "É um lamento profundo e de comiseração. É um momento de assumir responsabilidade. Não se reconstrói nem se recompõe aquilo que se perdeu."

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