terça-feira, 29 de maio de 2007

Cientistas canadenses criam corpo humano virtual em "4D"



da France Presse, em Ottawa
Cientistas de uma universidade canadense criaram o que consideram ser o primeiro modelo virtual "quadridimensional" de um corpo humano, uma invenção que permitirá compreender melhor a evolução das doenças e até permitir aos doentes visualizá-las.
A imagem, gerada por computador, de um corpo humano cujos órgãos internos e sistema circulatório aparecem em cores, se projeta como um holograma numa sala escura, na qual o modelo virtual parece flutuar.
Divulgação
Corpo virtual permitirá visualizar doenças
O projeto, batizado de Caveman (homem das cavernas), pela escuridão da sala em que a imagem é exibida, foi apresentado na Universidade de Calgary, na Província de Alberta (sudoeste do Canadá).
O modelo inclui mais de 3.000 elementos do corpo humano. O usuário pode manipulá-lo à vontade, como se fosse um videogame, para observá-lo em diferentes ângulos ou fazer zoom em um ou outro órgão para estudá-lo.
"A imagem é quase viva. Isso nos permite, pela primeira vez, ter um modelo completo do corpo humano, do ponto de vista da anatomia, da química e dos tipos de tecidos", disse Andrei Turinsky, do Departamento de Bioquímica Molecular da Universidade de Calgary.
Ao usar uma técnica de programação de informática, os cientistas chegam a criar uma imagem que pode ser vista com lentes especiais. O resultado é uma espécie de atlas completo do corpo humano em "quatro dimensões" --as três espaciais e uma temporal. O modelo permite, ainda, ver a evolução de uma doença e também imaginar a reação do organismo aos medicamentos.
Os cientistas se servem de informações dos doentes, especialmente de ecogramas ou imagens de ressonância magnética, para personalizar o modelo. "Isso permite a um médico ou um paciente ver o que acontece no corpo. É muito melhor que um manual de biologia", disse Turinsky.
"A princípio, será possível mostrar ao paciente o que se passa dentro do seu corpo. E mais tarde se espera poder prever o que acontecerá se o tratamento não for seguido ou se alguns genes começarem a agir", acrescentou.
O projeto Caveman também poderá permitir fazer simulações destinadas a preparar cirurgias ou desenvolver novas técnicas cirúrgicas.

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